Montar um plano de investimentos estratégico é uma forma eficiente de fazer o próprio dinheiro render. Além disso, torna-se possível cumprir os objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo.

Muita gente que tem o propósito de investir começa a fazer aplicações em determinados ativos sem definir antes “um norte” para esse tipo de iniciativa. Como consequência, a pessoa pode alocar recursos em produtos que não são adequados para o perfil de tolerância a risco dela e isso pode resultar em prejuízos significativos.

Além disso, o indivíduo muitas vezes pode até escolher o investimento certo, mas não se atenta para as condições do produto, como prazo de resgate, eventual período de carência, alíquotas de tributação etc. Nessas situações, também é possível haver perdas.

Para ajudá-lo a fazer o seu dinheiro render com eficiência, apresentamos a seguir várias dicas de como você pode montar um plano de investimentos estratégico. Confira!

Saiba o que é um plano de investimentos

O plano de investimentos pode ser comparado a um roteiro para o alcance de determinados objetivos. Sem se planejar antes, a pessoa fica sem referências para saber o que é ou não adequado para a própria realidade. Note que, em muitos casos, não se trata de definir o que é certo ou errado, já que um ativo pode ser bom para um indivíduo enquanto ruim para outro.

Nesse sentido, o plano de investimento funcionar como um “norteador” para a tomada de decisões. Nele, o poupador estipula o que quer conquistar e, em seguida, estabelece como fará para conseguir o que foi almejado. Dessa maneira, evita-se qualquer distração no meio do caminho, como aplicações que não se encaixam com o propósito de quem poupa.

Identifique o seu perfil de investidor

Para que o seu plano de investimentos seja realmente eficiente, antes você deve saber qual é o seu perfil de tolerância a risco. Em certa medida, esse teste se assemelha a um diagnóstico de quem vai começar a praticar uma atividade física.

Em geral, bancos e corretoras de valores realizam essa avaliação antes do poupador iniciar no mundo dos investimentos. Ainda assim, é possível encontrar exames com essa finalidade na internet.

De qualquer forma, saiba que são comuns três perfis de investidor: conservador, moderado e agressivo ou arrojado. No primeiro caso, a pessoa não gosta de correr riscos, logo, dá preferência a ativos de renda fixa.

No segundo, o indivíduo chega a aceitar certos riscos em prol de um retorno maior. Assim, expõe-se um pouco na renda variável. Já no terceiro, a prioridade é a rentabilidade, portanto, o investidor busca o maior ganho possível.

Tenha em mente desde já que o plano de investimentos e o perfil de tolerância a risco devem ser os grandes responsáveis pelas escolhas das aplicações que precisam compor ou não uma carteira de ativos.

Defina objetivos e metas

Um requisito fundamental de um plano de investimentos estratégico é definir com clareza objetivos e metas de curto, médio e longo prazo. Nesse sentido, saiba que objetivos dizem respeito aos desejos ou bens que você pretende conquistar. Já as metas se referem aos prazos ou aos valores envolvidos nos propósitos.

Por exemplo, a pessoa pode ter como objetivo comprar um carro e, como meta, fazer a aquisição à vista daqui a quatro anos. Outros tipos de objetivos podem ser: fazer uma festa de casamento, comprar uma casa, realizar uma viagem de férias, pagar a faculdade dos filhos, adquirir um segundo imóvel, assegurar a aposentadoria etc.

Uma vez definidos os objetivos, é hora de estabelecer as metas para que os propósitos não fiquem “soltos” e a pessoa não consiga se mobilizar para concretizá-los. Por vezes, também é recomendável desdobrar metas grandes em pequenas, de modo a se ter “marcos” do avanço do plano de investimento.

Por exemplo, se o seu objetivo é juntar R$ 1 milhão em dez anos, em tese, teria que acumular R$ 100 mil a cada ano e R$ 8.333,34 por mês. É bem verdade que, com o efeito dos juros sobre juros das aplicações, você pode chegar à quantia estipulada sem precisar juntar tudo isso. Afinal, conforme a taxa de juros que você conseguir nos seus investimentos, esses valores podem diminuir bastante.

Trace estratégias coerentes com o seu plano

Depois de definir o que você quer, é hora de estabelecer como chegará até lá. Assim, ter uma estratégia de investimento bem definida é essencial para conquistar os objetivos propostos. Por exemplo, se um dos seus objetivos é formar uma reserva de emergência para ter tranquilidade quando houver imprevistos, é necessário adquirir investimentos com liquidez diária, os quais permitem o resgate a qualquer momento.

Se outro objetivo é acumular recursos para viver de renda na fase de aposentadoria, uma alternativa é aplicar em ativos de longo prazo. Nele, não há possibilidade de resgate por certo tempo, de modo a aumentar a rentabilidade das aplicações. Por exemplo, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com vencimento em três anos geralmente rendem mais do que títulos desse tipo com prazo de um ano.

Lembre-se também de que o risco ao qual você pode se expor deve diminuir, de preferência, de acordo com a sua idade. Assim, se a pessoa está perto de aposentar, o ideal é que prefira ativos de renda fixa, para preservar o patrimônio. Já quem é mais jovem pode se expor mais à renda variável, pois terá tempo para se recuperar de eventuais perdas temporárias.

Monitore os resultados obtidos e faça eventuais correções

Por mais que um plano de investimentos seja um valioso “norteador” para você alcançar os seus objetivos financeiros, não significa que ele deve ser 100% estático. Na verdade, alguns ajustes podem ser feitos de tempos em tempos para garantir que o plano está sendo executado da maneira correta.

Por exemplo, você precisa monitorar os eventuais aportes mensais necessários para cumprir as suas metas de poupança. Além disso, é necessário avaliar se determinados objetivos já foram cumpridos ou não.

Assim, quem já formou primeiro uma reserva de emergência equivalente a seis meses ou a um ano de salário, já pode pensar em acumular para outras necessidades. Por vezes, isso demanda a escolha de ativos diferentes do que os adequados para o objetivo anterior.

Quer saber mais sobre como escolher aplicações financeiras seguras? Leia, então, o post “Como fazer um investimento sem risco?”!

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