Seja qual for o tipo de aplicação financeira que você venha a escolher, o risco de investir estará presente. Até mesmo a tradicional caderneta de poupança, caracterizada hoje em dia por ser bastante segura, já foi confiscada pelo governo na década de 1990.

Diante dessa constatação, cabe ao investidor conhecer as características dos produtos do mercado financeiro e optar por instituições sólidas, que consigam honrar os compromissos assumidos.

Pior do que ter medo do risco de investir é não fazer nada com o dinheiro, já que deixá-lo parado “no fundo do colchão” significa perder o potencial de compra dos recursos, devido ao efeito da inflação.

Para não cair nessa falsa proteção, que é não fazer nada com o seu capital, conheça em seguida os principais riscos dos investimentos e busque driblá-los com inteligência financeira.

Risco de crédito

Quando se investe determinada quantia em uma aplicação, espera-se receber o valor original mais os juros combinados depois de certo tempo, não é mesmo? O risco de crédito se refere, justamente, à possibilidade de inadimplência por parte de quem deveria devolver esse dinheiro, por exemplo, um banco.

Quanto a esse risco de investir, no Brasil existe o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que é uma associação civil sem fins lucrativos composta por várias instituições do mercado financeiro.

Tal fundo ressarce o investidor em até R$ 250 mil, por conta, em caso de inadimplência do banco emissor de determinados títulos, como Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito Imobiliário (LCI), depósitos de poupança, entre outros.

Dessa forma, ao diversificar aplicações cobertas pelo FGC em mais de uma instituição financeira, a pessoa diminui consideravelmente o risco de investir.

Ainda assim, para sequer acionar o fundo, priorize aplicar seus recursos em bancos com décadas de atuação no mercado, afinal, eles já superaram vários cenários adversos do país e continuam em atividade, numa demonstração de solidez no mercado.

Risco de investir sem educação financeira

Como você deve saber, qualquer investimento possui algum tipo de risco, o qual, por sua vez, é diretamente proporcional ao potencial de ganho. Embora essa constatação chegue a ser uma máxima no mercado financeiro, ainda há muita gente que não a leva em conta no dia a dia da gestão do próprio patrimônio.

Para você ter uma noção de como o risco de investir sem educação financeira pode ser prejudicial para as finanças, vamos fazer algumas comparações.

É provável que alguém acostumado a dirigir um carro popular ou uma moto de baixa cilindrada se sinta encorajado a pegar um veículo com motor V8 ou uma motocicleta superesportiva. Entretanto, a falta de habilidade na hora de frear, nesses casos, pode gerar um acidente.

De volta ao mundo dos investimentos, deixar de conhecer o funcionamento de algumas aplicações pode significar perdas. Por exemplo, quem aplica nos títulos públicos federais pode até ter prejuízo, caso faça o resgate do capital fora do prazo adequado, embora essa seja uma aplicação segura de renda fixa.

Para evitar investir sem saber as consequências desse ato, é indispensável que o indivíduo conheça o próprio perfil de tolerância a risco, como conservador, moderado ou agressivo, para tomar decisões baseadas no funcionamento das aplicações e naquilo que se espera delas.

Risco de mercado

Na economia, existe a conhecida lei da oferta e da procura, que influencia os preços para cima ou para baixo. No mercado financeiro, ela também atua, principalmente nas aplicações de renda variável.

Se a percepção dos investidores a respeito de determinado ativo é boa, a procura tende a aumentar e, como consequência, a cotação sobe. O caminho inverso também é verdadeiro.

O risco de investir, nesse caso, é sair da aplicação num momento desfavorável, em que o preço do ativo esteja abaixo do valor em que inicialmente foi comprado.

Para tentar escapar dessa situação, é importante planejar as aplicações e, se possível, investir no horizonte de longo prazo, para dar tempo para os ativos se recuperarem em caso de queda temporária.

Vale lembrar que na renda fixa o risco de mercado é menos acentuado, embora também possa existir, como nos papéis pós-fixados, cuja rentabilidade só será conhecida no final do investimento.

Nesse caso, corre-se o risco de que a aplicação tenha rendimento menor do que o benchmark (fator de referência), como a taxa Selic ou o Certificado de Depósito Bancário (CDI).

Numa caderneta de poupança isso é mais fácil de ocorrer, pois ela tem rentabilidade mensal. Já no caso de um CDB pós-fixado, atrelado a uma porcentagem do CDI, a aplicação acompanha o desempenho do benchmark no decorrer do tempo, além de que, via de regra, tem rentabilidade diária.

Risco de liquidez

Liquidez pode ser vista como a facilidade com que se consegue converter determinado investimento em dinheiro em espécie, pronto para ser movimentado. Enquanto um imóvel tem baixa liquidez, devido à dificuldade para vendê-lo rapidamente, as aplicações financeiras tendem a ser mais líquidas.

Ainda assim, conforme o ativo escolhido, pode haver o chamado prazo de carência, em que o investidor não poderá sacar o dinheiro ou, caso possa, tenha que pagar algum tipo de taxa. Geralmente a carência ocorre nas aplicações de renda fixa.

Na renda variável, por sua vez, a falta de liquidez pode ser um empecilho para o investidor sair de uma operação com ações, por exemplo. Nessa situação, para se vender um papel de uma companhia, é necessário encontrar alguém disposto a comprá-lo.

Se há muitas negociações com determinado ativo, é comum se dizer que ele tem grande liquidez, já quando as transações são poucas é sinal de que o papel não é líquido.

Você conheceu até aqui alguns dos principais riscos de investimentos. Como pôde notar, em qualquer aplicação financeira existe a possibilidade de perdas.

Da mesma forma, uma pessoa que sai de casa todos os dias corre algum tipo de risco na rua, como de ser assaltado, atropelado etc., ainda assim, na maior parte das vezes, nada disso ocorre. Se a pessoa busca se prevenir, então, as chances desses tipos de situações são ainda menores.

No caso do risco de investir, a precaução também é muito importante. Como existem diversos produtos no mercado financeiro, cabe ao investidor escolher aqueles que mais se adéquam às próprias necessidades.

Dessa maneira, ele faz o dinheiro render e preservar o poder de compra, que é bem melhor do que ver os recursos ficarem menores devido à inflação.

Se você quer começar a investir em aplicações de baixo risco, uma boa alternativa é aplicar em Certificados de Depósito Bancário (CDBs), que fazem parte da classe de investimentos de renda fixa e asseguram ganhos regulares, para quem não quer se estressar com o sobe e desce da renda variável.

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