Conhecer os tipos de investimentos existentes no mercado não só é uma boa lição de educação financeira como também uma atitude prudente, afinal, assim o poupador se prepara para o futuro ao fazer o próprio dinheiro render mais.

De modo geral, os investimentos fazem parte da renda fixa ou da renda variável. No primeiro caso, as aplicações crescem a um ritmo um tanto lento, embora os ganhos sejam regulares.

No segundo, o potencial de variação do preço do ativo pode ser grande (volatilidade), mas isso pode ocorrer tanto para cima quanto para baixo.

Para que você não se perca no mercado financeiro, apresentamos em seguida as características principais de 7 tipos de investimentos. Acompanhe!

1. Caderneta de poupança

Ainda hoje, quando se trata de juntar dinheiro, muita gente pensa em primeiro lugar na centenária caderneta de poupança. Por ter passado por várias gerações, tal aplicação foi transmitida de pai para filhos em diversas famílias.

Se por um lado a caderneta é fácil de ser aberta e movimentada, por outro tem como grande problema o fato de proporcionar baixa rentabilidade em comparação a outros tipos de investimentos tão seguros quanto ela.

Em muitos anos, como ocorreu em 2015, o rendimento da poupança ficou abaixo da inflação do período. Logo, quem manteve algum recurso aplicado na caderneta naquele ano teve perda real, ou seja, diminuição do poder de compra.

2. Certificado de Depósito Bancário (CDB)

O CDB é uma das mais populares aplicações de renda fixa do mercado brasileiro. Nesse caso, o investidor age como se tivesse feito um empréstimo para o banco, com a promessa de receber a quantia original, mais os juros acordados, depois de certo período.

Na prática, ele adquire um “título de crédito” que corresponde à aplicação financeira. Entre os tipos de investimentos de renda fixa, o CDB é um dos mais versáteis, já que pode oferecer juros pré ou pós-fixados, além de vencimentos (liquidez) em várias datas.

Diferentemente dos RDBs, como veremos mais a seguir, os CDBs são transferíveis antes do prazo de término da aplicação. Dessa forma, se o investidor precisar se desfazer do título, ele pode fazer isso, embora em alguns casos tal atitude possa ter impactos negativos na rentabilidade.

Mais um benefício dos CDBs é que eles têm cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), em caso de inadimplência ou falência da instituição que os emitiu.

3. Recibo de Depósito Bancário (RDB)

Além de poderem ser emitidos por bancos múltiplos, comerciais, de desenvolvimento e de investimento, como os CDBs, os RDBs também podem ser lançados por cooperativas e sociedades de crédito e financiamento.

Os Recibos de Depósito Bancário são tipos de investimentos de renda fixa, em que o poupador também “empresta” determinada quantia para uma instituição financeira, em troca de uma remuneração depois de certo tempo.

A diferença principal do RDB em relação ao CDB é o fato de o primeiro ser intransferível, ou seja, o investidor não pode negociar o título antes do vencimento. Em alguns casos, o poupador até pode resgatar o título junto à instituição que o emitiu, mas só depois de um prazo mínimo, durante o qual não há rendimentos.

4. Câmbio

De um jeito simples, no mercado financeiro, o câmbio se trata primeiramente da conversão de uma moeda em outra. Porém, esse de tipo de transação também está entre os tipos de investimentos.

Ainda assim, o mercado de câmbio é considerado de alto risco, uma vez que, via de regra, há relação entre duas moedas. Logo, enquanto uma sobe, outra quase sempre cai.

Por esse motivo, é comum os investidores sofisticados usarem tal aplicação para proteger a carteira de ativos (mecanismo de hedge) de determinadas oscilações bruscas em outros investimentos.

Geralmente, se investe em câmbio por meio de contratos negociados na bolsa de valores, no caso do dólar, ou também por meio de fundos de investimentos específicos de moedas. Existe ainda as transações de Forex, de alto risco, que são oficialmente proibidas no Brasil.

5. Ouro

O ouro, principalmente em épocas de crise, também é utilizado por investidores como um mecanismo de defesa do patrimônio. Por ser um metal precioso e, portanto, um bem físico, ele transmite a ideia de maior segurança para os poupadores, afinal, por muitos anos foi utilizado internacionalmente como meio de troca.

Ainda assim, não se pode negar que ele é uma aplicação de renda variável, que sofre bastante influência do valor do dólar.

No mercado financeiro, o investidor pode negociar tanto quantidades de ouro físico, sob a forma de lingotes, os quais ficam custodiados (guardados) em uma instituição financeira, quanto os chamados contratos de ouro, que fazem parte do mercado futuro.

6. Títulos públicos

Os títulos públicos federais são tipos de investimentos de renda fixa. Nesse caso, em vez de emprestar dinheiro para um banco, como no CDB ou no RDB, o poupador faz isso para o governo, que utiliza tal instrumento para poder se financiar.

Quando as receitas públicas ficam aquém das despesas, o governo federal emite títulos para captar dinheiro junto aos investidores. Vale lembrar que esses papéis são garantidos pelo Tesouro Nacional.

Em que pese ser de renda fixa e ter baixo risco, pode ocorrer de o investidor ter prejuízo com os títulos públicos, principalmente, se ele vender os papéis pré-fixados antes do prazo de vencimento e, antes dessa negociação, ocorrer a alta da taxa básica de juros (Selic).

7. Ações

Entre os tipos de investimentos de renda variável, o mercado de ações é um dos mais conhecidos. Nessa categoria, o poupador aplica recursos em ações de empresas de capital aberto e, com isso, torna-se sócio delas.

Os rendimentos, nesse caso, vêm da valorização do preço da ação ou, ainda, por meio da distribuição de dividendos (espécie de participação nos lucros do negócio).

Embora tenha grande potencial de retorno, o mercado acionário também pode ter quedas nos preços, afinal, faz parte da renda variável. Por isso, o investidor que escolhe esse tipo de aplicação deve ter um gerenciamento de risco eficiente, para não perder grandes quantias do capital inicialmente aplicado.

Agora que você já conhece esses tipos de investimentos, quer se aprofundar em um que concilia segurança e boa rentabilidade? Leia, então, o post “Por que e quando devo investir em CDB?”.