O CDB IPCA ou Certificado de Depósito Bancário vinculado ao desempenho do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo é uma aplicação financeira de renda fixa muito utilizada por quem quer proteger o poder de compra da moeda.

Como o aumento generalizado dos preços diminui o valor do dinheiro, já que a pessoa passa a consumir menos com uma mesma quantia, o investidor precisa encontrar ativos que compensem essa perda e, além disso, proporcionem ganho real, ou seja, acima da inflação.

O CDB IPCA atende justamente a essa necessidade, pois o IPCA é o medidor oficial da inflação no Brasil. Se você quer conhecer mais a fundo tal certificado, confira em seguida as principais características dessa aplicação e saiba como calcular o rendimento que ela oferece.

O que é o CDB IPCA?

O CDB IPCA é uma aplicação cujo rendimento é calculado de forma mista, quer dizer, uma parte é pré e outra pós-fixada. Isso significa que uma parcela da remuneração do título é conhecida pelo investidor no ato da contratação, enquanto a outra dependerá do resultado do IPCA no período da aplicação, o qual só será conhecido no resgate.

É preciso mencionar que, além do CDB IPCA, ainda existem os certificados somente prefixados ou apenas pós-fixados. No primeiro caso, o investidor também conhece a rentabilidade no momento da aquisição do título. Assim, se ele acordou um retorno bruto de 7% com a instituição bancária que emitiu o CDB, obterá esse ganho na hora de resgatar a aplicação.

Já no segundo, o rendimento do investidor estará vinculado ao desempenho de determinado indexador, por exemplo, a taxa Selic (juros básicos da economia, estabelecidos pelo Banco Central) ou o Certificado de Depósito Interbancário (média das taxas de juros nos empréstimos diários entre os próprios bancos).

Nos casos dos CDBs pós-fixados, é comum encontrar no mercado financeiro títulos que rendem certa porcentagem do CDI, por exemplo, 110% do CDI.

Como você pode perceber, a remuneração do CDB IPCA pode ser considerada como mista, justamente por combinar uma parte pré e outra pós-fixada. A propósito, a parcela conhecida de modo prévio pelo investidor é o ganho real da aplicação (acima da inflação), já que a outra parte serve para compensar as perdas com o aumento generalizado dos preços.

Quais os riscos e as garantias dessa aplicação?

Seja qual for o tipo de investimento, sempre haverá algum tipo de risco, mesmo que pequeno. Quem não se lembra do confisco dos depósitos da caderneta de poupança na década de 1990?

No caso dos CDBs, existe o risco de inadimplência ou de falência da instituição que emitiu o título. É bem verdade que, para se proteger contra essa possibilidade, torna-se recomendável uma pesquisa do histórico dos bancos antes de se efetuar a contratação de um título.

Vale ressaltar, é verdade, que os Certificados de Depósitos Bancários têm proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o qual ressarce os investidores caso os bancos não honrem o compromisso assumido.

O FGC é uma associação civil sem fins lucrativos, formada por instituições financeiras, cujo objetivo é evitar riscos sistêmicos na economia em virtude de inadimplência ou falência de bancos.

Outro possível risco do CDB IPCA é o de mercado, pelo qual a oscilação de determinadas variáveis econômicas podem tornar a aplicação menos vantajosa do que outros tipos de CDBs.

Quando é indicado investir nesse tipo de CDB?

O CDB IPCA é recomendado para cenários com perspectiva de crescimento na inflação. Nesse caso, o investidor precisa se proteger quanto ao efeito corrosivo do poder de compra da moeda, causado pelo aumento geral de preços.

Num contexto desse tipo, se o investidor adquirisse um CDB prefixado, por exemplo, ele travaria a rentabilidade do título e correria risco de ter perda real no resgate. Vale ressaltar que o poupador teria ganho nominal (em valores numéricos), afinal, fez um acordo com o banco. Contudo, se a inflação superasse a taxa prefixada, haveria perda real.

Para você ter uma ideia dessa possibilidade, se um CDB prefixado rende 7% ao ano, mas a inflação no período fica em 10%, quem o adquirisse teria retorno real negativo. Diferentemente, se um CDB IPCA oferecesse 3% de rendimento, mais a variação da inflação oficial, o investidor receberia o ganho real desses 3%.

Devido à característica de oferecer rendimento acima da inflação, o CDB IPCA é indicado ainda para investimentos de longo prazo, como aqueles utilizados para formação de uma boa aposentadoria.

Nessa situação, como o investidor não consegue prever a porcentagem do aumento generalizado de preços num horizonte de vários anos, a garantia de receber a variação da inflação no período é vantajosa, pois protege o poder de compra. Dessa forma, quando se aposentar, o investidor poderá usufruir o dinheiro guardado sem surpresas negativas.

Como calcular o rendimento do CDB IPCA?

O retorno final do CDB IPCA, como você já sabe, depende da variação da inflação no período da aplicação. Vale lembrar que o IPCA é medido e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Assim, para calcular o rendimento desse tipo de CDB, o investidor deve considerar a taxa prefixada prometida pelo banco, mais a variação do IPCA no período, além de descontar a tributação do Imposto de Renda na fonte.

Por exemplo, em um investimento de R$ 5.000 num CDB IPCA, com a taxa prefixada de 2,5% mais a inflação do período (vamos supor, de 4%), o retorno bruto seria de R$ 325 em um ano, ou seja, 6,5% de ganho. Porém, com o desconto de 17,5% de IR sobre o retorno, o rendimento líquido seria de R$ 268,13.

Se a ideia do investidor é projetar um cenário com esse tipo de CDB, pode ser muito útil a consulta do Relatório Focus, divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central, contendo um resumo das expectativas de alguns indicadores da economia brasileira para os próximos meses.

Gostou das vantagens do CDB IPCA e resolveu aplicar nesse tipo de investimento? Entre em contato, então, com a equipe do Paraná Banco e conheça as melhores condições para a sua realidade!