Você já tem um dinheiro guardado e investe na renda fixa? Se a sua resposta for sim, chegou o momento de pensar na renda variável. Essa é uma maneira de diversificar sua carteira de investimentos e garantir o máximo de retorno possível. Porém, como otimizar o rendimento? Uma boa alternativa são os fundos de investimento.

Eles são uma alternativa aos formatos mais tradicionais de aplicação financeira e conseguem aliar custos baixos, risco pequeno ou moderado e remuneração expressiva. Mas essas três variáveis somente são asseguradas se você escolher o fundo mais adequado ao seu perfil de investidor. Afinal, é preciso estar satisfeito com a composição da sua carteira.

Para garantir esse equilíbrio, neste post vamos explicar melhor o que são esses fundos, quais são os principais e os mais indicados para cada perfil de investidor. Vamos lá?

O que são fundos de investimento?

Essa modalidade de aplicação financeira reúne diferentes recursos provenientes de vários investidores. O capital é gerido por um gestor, que tem o objetivo de alcançar o maior retorno possível para os recursos. Em contrapartida, cobra uma taxa de administração.

A título de comparação, é como um condomínio de investidores, cujo síndico é um gestor especializado. Cada investidor tem cotas, sendo que o valor individual é definido pela divisão do patrimônio líquido pelo total de unidades em circulação.

As aplicações feitas pelo gestor são definidas pela política de investimentos, que pode ter perfil conservador, moderado ou arrojado. Daí vem a importância de reconhecer sua tolerância a riscos para, então, determinar o fundo mais apropriado.

Quais são os principais fundos de investimento?

O investidor que opta por aplicar seu dinheiro nessa modalidade pode acompanhar o desempenho das empresas ou deixar essa responsabilidade para o gestor, que é o executor e o tomador de decisão.

Em qualquer dos casos, é importante conhecer os principais fundos existentes. Eles são categorizados conforme o objetivo da rentabilidade, a composição da carteira e o prazo de aplicação. Confira!

Fundos de ações

Nessa modalidade, o gestor aplica aproximadamente 67% dos valores em ações da bolsa de valores. O risco é maior, porque há muita volatilidade. Eles podem ser:

  • passivos: a remuneração das ações está atrelada a um índice, como o Ibovespa;

  • ativos: a carteira é composta de acordo com análises macroeconômicas.

Fundos de curto prazo

Esse formato segue as variações das taxas de juros. O investimento é exclusivo em títulos do Tesouro Direto Prefixado ou papéis privados de baixo risco. O retorno costuma variar com a Selic — taxa básica de juros — ou Certificado de Depósito Interbancário (CDI). São aplicações conservadoras.

Fundos de renda fixa

Os investimentos são mais voltados para a renda fixa, em um percentual de, no mínimo, 80%. O restante pode ser alocado em derivativos para aumentar o retorno. Esses fundos oferecem segurança elevada e são indicados para investidores conservadores.

Fundos cambiais

As aplicações são realizadas em moeda estrangeira, como títulos públicos de outros países. Os mais comuns são euro e dólar. Esse tipo de fundo apresenta bastante instabilidade.

Fundos da dívida externa

O gestor aplica pelo menos 80% dos ativos em títulos da dívida externa da União. A rentabilidade depende das taxas de juros pagas, performance dos papéis no mercado internacional e taxa de câmbio do dólar perante o real. Portanto, a volatilidade é alta.

Fundos multimercado

A composição é feita de renda fixa e variável. Por isso, é indicado para investidores que buscam o máximo retorno com o menor risco possível.

Fundos imobiliários

A aplicação é feita somente nesse segmento de mercado. O gestor é especializado e aloca os valores considerando a rentabilidade.

Fundos referenciados

Esse fundo tem um benchmark — ou seja, uma referência — como meta de rentabilidade. Por isso, 95% dos ativos devem estar atrelados a esse indicador. O investimento costuma ser seguro, porque pelo menos 80% do patrimônio é de títulos públicos ou privados de baixo risco. Um dos exemplos mais significativos é o fundo DI, que tem como indexador o CDI.

Se você deseja ir além do retorno, considere também a consistência de performance e credibilidade da instituição. Considere que essa é uma aplicação que visa ao longo prazo. Por isso, eventuais perdas devido à oscilação de preços podem ser compensadas com o passar do tempo.

Qual o melhor fundo de investimento para investir para cada perfil de investidor?

A escolha dessa modalidade de aplicação financeira depende de alguns critérios. Confira algumas dicas que ajudarão a definir o melhor.

Busque alternativas

A opção por fundos que já estão disponíveis na sua corretora de valores nem sempre é a alternativa mais adequada. Verifique aqueles que podem trazer rendimento melhor e procure plataformas abertas.

Analise a rentabilidade histórica

Esse aspecto não é garantia de performance futura, mas é um bom indicador. Os fundos com bom histórico assinalam que o resultado foi positivo inclusive em momentos de crise. Esses são os melhores.

Avalie a volatilidade

As oscilações estão diretamente relacionadas a essa questão. O ideal é optar pelos fundos de menor volatilidade, que geralmente têm as seguintes características:

  • estão atrelados a empresas consolidadas, bem administradas e com bom histórico de lucratividade;

  • não se relacionam a companhias cíclicas, ou seja, que operam com alta oscilação no mercado, como as do setor de siderurgia, mineração ou construção civil.

Além disso, a volatilidade pode ser:

  • histórica: é conhecida e baseada em resultados já obtidos;

  • implícita: é uma estimativa para o futuro adotada pelo mercado financeiro. Considera a volatilidade histórica e outras variáveis, como os preços dos ativos negociados;

  • real: demonstra a oscilação efetiva do preço do ativo. Assim que for conhecido, volta a ser histórico.

Os fundos de investimentos podem ser mais ou menos voláteis. Para escolher o melhor, considere o seu perfil e o equilíbrio entre risco e remuneração.

Meça o risco pelo tamanho do fundo

Os fundos podem investir nas mesmas ações, mas os riscos nem sempre são semelhantes. Por isso, o ideal é ter uma carteira diversificada, que equilibre o risco maior para que tenha um impacto menor no montante total.

Pesquise sobre o fundo e seu gestor

O investidor pode querer avaliar as taxas cobradas, mas conhecer o gestor é um ponto-chave. Pesquise e avalie para entender o perfil que será seguido.

Confira as taxas de administração e performance

Esses encargos podem corroer o seu lucro. Por isso, também são importantes. O padrão é 2% ao ano para a taxa de administração e 20% sobre o desempenho que ultrapassar o benchmark, ou seja, a meta definida. Lembre-se de que esse é o padrão de um fundo com gestão ativa, isto é, que reconhece mais que o Ibovespa para tomar as decisões.

Além desses pontos, você precisa considerar o seu perfil de investidor. Veja, a seguir, o que deve ser comparado.

Perfil conservador

Esse é o investidor que aceita receber uma rentabilidade menor, desde que o risco seja baixo e o retorno previsível. Por isso, é válido considerar fundos multimercado e de renda fixa.

Perfil moderado

O ideal aqui é o equilíbrio entre a renda fixa e a variável. Esse investidor gosta de manter a segurança, mas arrisca um pouco, desde que mantenha o controle. Algumas opções de fundos são o multimercado e imobiliário, principalmente.

Perfil arrojado

A finalidade é obter o máximo retorno possível, independentemente dos riscos que serão assumidos. Boa parte dos seus investimentos deve ser em fundo de ações. O imobiliário é uma alternativa interessante, assim como o cambial. No entanto, tenha em mente que, aqui, a volatilidade é alta. Por isso, é preciso ter muito conhecimento sobre o assunto.

Assim, descobrir qual o melhor fundo de investimento para investir é uma tarefa que exige conhecimento e pesquisa. Há várias opções no mercado, mas é preciso garantir que a escolha esteja de acordo com o seu perfil.

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