Você já cumpriu a recomendação dos especialistas financeiros e tem uma reserva de emergência para usar em caso de imprevistos. Mais que isso, conta com um capital para investir. Nesse momento, fica a dúvida: qual a melhor aplicação financeira?

A resposta depende de diferentes fatores. É preciso saber quais opções estão disponíveis e quais delas estão adequadas ao seu perfil de investidor. Assim, você consegue definir as alternativas mais indicadas, conforme a sua realidade.

Neste post, apresentaremos esses aspectos — tipos de aplicação financeira, perfis de investidores e as vantagens obtidas ao fazer essa relação —, além de também mostrar por que é importante empregar o capital que você tem disponível.

Acompanhe este post e saiba por que vale a pena multiplicar o seu dinheiro!

Por que investir?

A ideia de multiplicar o dinheiro e um dia viver de renda atrai muita gente. Mas a verdade é que nem precisa ir tão longe para compreender os motivos que justificam o ato de empregar o capital em uma aplicação financeira.

Essa atitude é a mais indicada para quem deseja ter um futuro mais seguro e tranquilo. Da mesma forma, permite conquistar seus objetivos de curto e médio prazo, como comprar um imóvel, fazer uma viagem internacional, adquirir um carro ou pagar a faculdade dos seus filhos.

Em outras palavras, a ideia de investir serve para alcançar nossos objetivos e sonhos, além de garantir mais tranquilidade financeira.

É assim que você conseguirá construir seu patrimônio e fazer o dinheiro trabalhar para você, invertendo a relação normalmente existente, que é a de lutar para receber o salário de 30 em 30 dias.

Nesse momento, é importante falar de educação financeira. Esse é o conceito principal de quem deseja ter equilíbrio no orçamento familiar para, então, organizar as finanças pessoais e fazer investimentos. Afinal, é dessa ideia que parte todos os conhecimentos que apresentaremos neste post.

De acordo com essa abordagem, você deve encontrar um motivo para economizar, pois, assim, compreenderá para que serve o dinheiro e qual relação poderá ter com esse recurso.

A partir desse entendimento, é possível se tornar mais consciente de suas decisões e saber quais riscos e oportunidades surgem à sua frente.

Com essa definição bem clara, você já pode analisar de que modo conseguirá potencializar sua rentabilidade por meio da aplicação de recursos extras e economias realizadas. Também será capaz de determinar qual investimento é o mais apropriado para o seu perfil, como veremos adiante neste artigo.

Por enquanto, vamos focar nos fatores que demonstram a importância de investir seu dinheiro. Veja quais são eles, a seguir.

Você gasta menos do que ganha

O total de brasileiros endividados está em número recorde e já atinge 61,7 milhões de pessoas, segundo uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Câmara Nacional de Dirigentes Lojistas (CDL).

Esse percentual representa 40,5% da população que tem entre 18 e 95 anos. Você pode até estar fora dessa lista, mas os dados comprovam que, de modo geral, o brasileiro gasta mais do que ganha.

Ao se comprometer com um investimento financeiro, uma parte da remuneração obtida é repassada para a aplicação e você deixa de adquirir supérfluos, porque tem um comportamento diferente em relação ao dinheiro.

Você adquire disciplina

Esse ponto é fundamental para ter sucesso em qualquer área da vida, mas é indispensável quando pensamos em investimentos.

Você precisa estabelecer uma meta a ser batida em curto prazo, um objetivo a ser alcançado em um período mais longo e um valor mensal que será poupado. Com isso, tem uma visão mais ampla do que é oportunidade e prioriza os itens realmente relevantes.

Você alcança tranquilidade financeira

O equilíbrio em relação ao orçamento mensal é uma dádiva para quem está acostumado a ficar no vermelho. Estar com as contas em dia e ainda ter uma reserva de emergência para imprevistos evita preocupações, que impactam sua saúde, seus relacionamentos e até seu trabalho.

Você tem mais autonomia e liberdade

A tão sonhada independência financeira depende diretamente de saber investir seu dinheiro. Com ela você deixa de se preocupar com questões menores e emprega seus esforços naquilo que realmente é necessário.

Com o tempo, também poderá fazer algumas extravagâncias, como viver de renda ou deixar um emprego que não gosta para se aventurar no empreendedorismo.

Em suma, todo mundo sabe que “dinheiro não traz felicidade”. Mas ele contribui para uma vida mais estável, segura e tranquila. Por mais que você enfrente outros obstáculos, terá a certeza de que poderá garantir pelo menos esse aspecto.

No futuro, quando chegar o momento da aposentadoria, você também estará mais preparado para evitar uma queda em seu estilo de vida. Porém, para alcançar esse patamar, é preciso conhecer as aplicações financeiras disponíveis e quais delas se enquadram em seu perfil.

Quais são as melhores aplicações financeiras?

Cada perfil de pessoa consegue se encaixar entre os diferentes tipos de investimento. Basicamente, eles são divididos em renda fixa e renda variável. A diferença é que a primeira modalidade oferece menor potencial de ganho, mas mais segurança no rendimento.

Já o segundo permite ganhos significativos, mas com chances de perda aumentadas. Ou seja, há mais volatilidade, porque a variação do preço do ativo é bastante alta e muda com frequência.

Para entender melhor esses aspectos, veja a seguir os principais investimentos nos quais você pode aplicar seu capital.

Caderneta de poupança

É o investimento mais comum entre os brasileiros, tendo fechado uma captação líquida — resultado de depósitos menos saques realizados — de R$ 3,98 bilhões. Os dados são do Banco Central (Bacen), divulgados pela Agência Brasil.

O motivo de tanta popularidade é o fato de ser a aplicação mais antiga no país. Contribuem para esse fator a possibilidade de saque imediato, a segurança do investimento e a retirada líquida dos recursos aplicados, isto é, sem desconto de Imposto de Renda (IR).

A fácil movimentação da poupança, no entanto, é contraposta pelo seu rendimento, que costuma ficar abaixo de outros investimentos, inclusive com o mesmo nível de segurança.

Apesar disso, a promessa do Governo Federal é que haverá um ganho real em 2018, o que significa que os investidores receberão acima da inflação e terão seu poder de compra assegurado.

A simulação divulgada no Portal Brasil demonstra que o rendimento real deverá ser de 1,22%. O resultado é derivado da queda da inflação, que teve um aumento de apenas 0,14% em maio de 2018, segundo dados publicados na Exame. A estimativa para o período era de alta de 0,25%.

Um benefício da poupança é poder aplicar qualquer montante, mesmo os valores menores. Também há proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre até R$ 250 mil por banco por CPF, com limite de até R$ 1 milhão. Esse recurso pode ser utilizado em caso de inadimplência ou falência do emissor do papel, no caso, o Governo Federal.

Para aplicar seu dinheiro, basta ter uma conta poupança em uma instituição financeira e depositar os valores. A remuneração varia e é contabilizada sempre na data de aniversário do investimento. Na prática, isso significa que se você sacar o dinheiro antes de completar 30 dias, não terá retorno algum, nem proporcional.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Faz parte da renda fixa e também é uma aplicação bastante popular devido à possibilidade de retorno maior que o da poupança com a mesma segurança que o investimento tradicional.

Nesse caso, você adquire um título emitido por uma instituição financeira por determinado período de tempo. Em troca, recebe o pagamento de juros.

A remuneração pode ser:

  • prefixada: é acordada no momento da contratação e você já sabe qual percentual receberá ao final;

  • pós-fixada: varia conforme um indexador, geralmente o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que fica próximo à Selic, taxa básica de juros da economia;

  • híbrida: é uma mistura dos dois anteriores, porque tem um percentual fixo e mais a variação de um indicador financeiro, geralmente o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mensura a inflação oficial do país.

Em relação à liquidez — capacidade de resgatar o valor empregado a qualquer momento —, pode ser diária ou somente na data de vencimento. No primeiro caso pode haver um prazo de carência, ou seja, um período em que é impossível sacar o valor. Por exemplo: durante 3 meses a quantia precisa ficar aplicada, mas depois pode ser retirada a qualquer momento.

Uma vantagem do CDB é a proteção do FGC. Outra é a possibilidade de investimento inicial baixo. 

Por outro lado, há cobrança de Imposto de Renda (IR), que segue a tabela regressiva:

  • até 6 meses: 22,5%;

  • de 6 meses a 1 ano: 20%;

  • de 1 a 2 anos: 17,5%;

  • mais de 2 anos: 15%.

Além disso, há incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para saques com menos de 30 dias. O percentual também é regressivo e vai de 96% para resgates com 1 dia até 3% para aqueles realizados com 29 dias.

Para começar ingressar nessa modalidade, você precisa ter uma conta em uma corretora de valores ou nos melhores bancos para investir. Depois é só transferir o montante que deseja empregar e executar a operação.

Recibo de Depósito Bancário (RDB)

É uma modalidade que pode ser emitida por diferentes instituições financeiras, como bancos comerciais, múltiplos, de investimento, de desenvolvimento, cooperativas, sociedades de crédito e financiamento. Está enquadrado na renda fixa e o papel também é emitido pela entidade que o comercializa.

Suas características são similares ao CDB, mas no RDB é impossível transferir o título para outra pessoa enquanto ele estiver em andamento. Portanto, inexiste qualquer negociação nesse sentido.

No entanto, sua rentabilidade costuma ser melhor. O rendimento pode ser pré, pós-fixado ou híbrido. Também há cobertura do FGC. Quanto aos valores cobrados, há incidência de IR e IOF somente nos casos de saques com menos de 30 dias.

Câmbio

Remete à conversão de uma moeda em outra, mas também existem operações financeiras que podem ser realizadas por meio dessa transação. É um mercado de alto risco e faz parte da renda variável.

Costuma ser uma aplicação mais adotada por investidores arrojados e de alto conhecimento financeiro, já que assim eles protegem sua carteira de ativos por meio do mecanismo de hedge. Dessa forma, evitam que as variações bruscas impactem outros investimentos.

A negociação costuma ser realizada via contratos negociados na Bolsa de Valores ou fundos de investimentos que atuam especificamente com moedas.

É importante mencionar que também existe o Forex (Foreign Exchange Market), cuja transação é proibida em território nacional.

Para entrar nesse mercado é preciso ter uma conta em corretora de valores ou instituição financeira autorizada a negociar moedas. O rendimento é variável e há chances significativas de prejuízos.

Ouro

É outro recurso utilizado por investidores como ferramenta de defesa de seu patrimônio. Tem alto valor e costuma oferecer a sensação de segurança, mas faz parte da renda variável. Dessa forma, está sujeito à volatilidade do mercado e, principalmente, do dólar.

Estão disponíveis para negociação ouro físico, que fica sob a custódia de uma instituição financeira, e contratos, que estão inseridos no mercado futuro. Também é necessário ter uma conta específica para aplicação.

Títulos públicos

São aplicações da renda fixa com papéis emitidos pelo governo federal para custear obras de infraestrutura. Os títulos públicos têm baixo risco e a remuneração é feita de maneira prefixada, pós-fixada ou híbrida.

As possibilidades de títulos são:

  • prefixado: tem o rendimento determinado na compra. Estão inclusos o Tesouro Prefixado e a mesma modalidade com pagamento de juros semestrais. É uma opção mais recomendada para períodos em que há tendência de queda da Selic;

  • pós-fixado: tem um retorno variável e que indexa de acordo com a taxa básica de juros da economia. A alternativa disponível é o Tesouro Selic. Essa é a única modalidade em que nunca haverá perdas em caso de saque antecipado;

  • híbrido: varia conforme uma taxa prefixada mais a inflação. As possibilidades são o Tesouro IPCA com ou sem pagamento de juros semestrais. A vantagem é garantir o poder de compra do investidor.

É um investimento indicado para compor todas as carteiras de aplicação, porque sua volatilidade é baixa e a liquidez é alta (mas pode haver prejuízo em alguns casos). A aplicação inicial parte de R$ 30, desde que essa quantia corresponda a 1% do título total.

Ações

É uma das modalidades mais conhecidas da renda variável e consiste na compra de ações de empresas de capital aberto. O retorno é derivado da distribuição de dividendos ou da valorização do preço do ativo.

Há dois tipos de ações que são negociadas:

  • preferenciais: oferecem a prioridade de reembolso em caso de falência e no recebimento de dividendos da companhia;

  • ordinárias: fornecem a possibilidade de dividendos e o poder de voto nas assembleias para o investidor contribuir com as decisões tomadas na organização.

A volatilidade é elevada e, por isso, há potencial de ganhos altos, ao mesmo tempo que também pode haver perdas significativas. Por isso, é recomendado que o investidor conte com uma gestão de risco eficiente e diversifique sua carteira de investimentos.

O ideal é focar em uma estratégia de longo prazo e ter equilíbrio emocional para lidar com as variações. Outra opção é selecionar alternativas mais seguras dentro do mercado de ações, como os fundos de investimentos e as carteiras recomendadas.

Quais são os perfis de investidores?

A lei determina que as instituições financeiras devem realizar um teste de perfil de investimentos no momento em que o indivíduo decide abrir a sua conta. Essa verificação utiliza 3 opções.

Elas são determinadas a partir de sua situação atual (contemplando renda e patrimônio), idade, necessidades futuras, formação acadêmica, nível de conhecimento sobre como o sistema financeiro funciona, prazo do investimento e objetivo da aplicação.

Dependendo das respostas para as perguntas realizadas, a instituição recomenda um perfil, que sempre deve ter risco igual ou ser mais conservador. Caso o investidor opte por uma carteira diferente da recomendada, também deve ser emitido um alerta de inadequação.

Veja, a seguir, quais são os perfis de investidores junto a suas características.

Conservador

Essa pessoa prioriza a proteção do patrimônio e tem baixa tolerância a perdas. Evita riscos e prefere ter uma rentabilidade abaixo da média para garantir sua segurança.

Geralmente, todos os investidores iniciantes se enquadram no perfil conservador. Estão encaixados aqui, também, aqueles que são avessos a riscos ou que têm metas de curto e médio prazo.

Moderado

Nesse caso, o investidor aceita assumir alguns riscos para ter uma rentabilidade maior que a média do mercado. No entanto, privilegia bastante a segurança. Para equilibrar os dois pontos, costuma optar pela diversificação da carteira de aplicações.

Esses investidores aceitam títulos com menos liquidez e toleram perdas controladas, mas sempre preservam seu patrimônio. Já têm certo conhecimento sobre o mercado e patrimônio significativo para cumprir seus objetivos de médio e longo prazo. Por isso, costumam deixar uma parte do capital para ativos de menor liquidez e maior volatilidade.

Arrojado

Esse investidor assume riscos elevados, porque sua prerrogativa é receber o maior retorno possível. Tolera as oscilações da renda variável e sabe que a volatilidade é reduzida em médio e longo prazo.

Sua carteira é composta por ativos da renda variável, mas também é indicado optar por algumas alternativas mais conservadoras. Seu conhecimento sobre o mercado é bastante alto e o objetivo é ver o dinheiro multiplicar para viver de renda no futuro.

Perceba que, apesar de apostarem alto, os investidores arrojados conhecem o mercado. Portanto, não é exatamente uma jogada aleatória, mas sim bem pensada e que tende a trazer retornos futuros. Mais que isso, as pessoas que se encaixam nesse conceito costumam destinar um percentual para aplicações mais conservadoras e moderadas.

Quais as vantagens de cada investimento de acordo com cada perfil?

Essa resposta depende de algumas variáveis. O melhor investimento é aquele que vai ajudá-lo a conquistar seus objetivos com o nível de risco tolerado e o rendimento esperado. Mas, então, como escolher o que é melhor considerando as opções apresentadas anteriormente?

O recomendado é seguir as indicações do perfil. Nesse caso, a regra é a seguinte:

Perfil conservador

A aversão às perdas e ao risco indica que o melhor é optar pela renda fixa. Estão incluídos aqui a poupança, os títulos públicos, o CDB e o RDB.

Dentro desse escopo, o ideal é verificar o maior potencial de retorno. Por isso, vale a pena pensar nas duas últimas alternativas.

Por exemplo, no CDB pós-fixado, você pode obter até 108% do CDI, isto é, a taxa completa do indexador mais 8 pontos percentuais. Com isso, uma simulação feita evidencia que a aplicação de R$ 10 mil durante 12 meses oferece um montante de R$ 10.539,86, enquanto na poupança, considerando um retorno de 0,39% ao mês, chega a R$ 10.478,17.

Perfil moderado

Nesse caso, vale a pena optar por ativos de risco bastante baixo, baixo ou médio. O objetivo é misturar alternativas conservadoras com outras mais agressivas, com o privilégio das primeiras.

Por isso, é indicado pensar no CDB, no RDB e algumas ações de risco menor, como é o caso daquelas de empresas mais tradicionais e que, por isso, têm preço mais elevado. O foco é sempre o longo prazo para garantir a máxima remuneração possível.

Perfil arrojado

Esse investidor gosta de arriscar e sua preferência é a renda variável. Portanto, esteja aberto para ouro, câmbio e ações.

Aqui, também é possível aplicar seu dinheiro em ações mais voláteis, de empresas menos tradicionais. Lembre-se: o foco é obter o maior potencial de rendimento.

É importante reforçar que alternativas mais conservadoras também devem fazer parte da carteira, especialmente o CDB e o RDB, que oferecem um retorno mais elevado que outras modalidades mais tradicionais.

O inverso também é válido. O investidor conservador pode ter uma carteira com algumas aplicações moderadas e até arrojadas. A dica é sempre diversificar para evitar perdas significativas.

Como você pôde perceber, há muitas opções de investimentos. Tudo depende do que você procura e do seu perfil. No entanto, com as dicas que repassamos, você já sabe qual é a melhor aplicação financeira. Então, que tal começar a investir de forma inteligente o seu capital?

Para ajudá-lo nesse processo, deixamos aqui mais uma sugestão de leitura. Conheça os melhores bancos para investir seu dinheiro e aplique seu capital com muito mais segurança!