Se você chegou até este post, já deve ter dinheiro guardado e pesquisou sobre o que fazer com ele. Provavelmente, uma mesma recomendação apareceu em todas as suas buscas: tornar-se um investidor iniciante. Enquanto a teoria parece muito fácil, a prática aparenta ser mais complexa, certo?

Na verdade, colocar a “mão na massa”, como diz o ditado, é mais simples do que parece. Começar a investir requer um pouco de conhecimento e uma instituição financeira confiável. Porém, o que é necessário saber? Como escolher o banco adequado? De que maneira definir a melhor aplicação financeira?

É o que vamos responder neste artigo a partir de um passo a passo. Então, que tal conhecer cada etapa?

Entenda o mercado financeiro

Seu objetivo é ter sucesso no mundo dos investimentos? Deseja investir em renda variável e também na fixa? Quer que o dinheiro trabalhe para você? Se respondeu “sim” a todas essas perguntas, precisa primeiro entender o mercado financeiro e seu funcionamento.

Basicamente, esse é o ambiente de negociação de produtos e ativos financeiros. Participam desse acordo quem oferece o dinheiro (investidor) e quem pega emprestado (tomador). O primeiro repassa o valor que tem guardado e, em troca, recebe a mesma quantia acrescida de juros. O segundo, por sua vez, paga as taxas extras.

Essa relação nem sempre acontece de forma direta. No caso de um empréstimo bancário, não existe intermediador. Por outro lado, a compra por títulos públicos e ações requer a intercessão de uma corretora de valores. Em alguns casos, da B3, a bolsa de valores, mercadorias e futuros de São Paulo, única em operação no Brasil.

É possível que você já entenda essa prática. O que talvez desconheça é que o dinheiro aparentemente parado na sua conta-corrente pode ser utilizado como recurso para o empréstimo. Como a consulta é virtual, a instituição financeira apenas assegura que a quantia necessária estará disponível para pagar uma conta, transferir ou sacar algum valor.

Por isso, mesmo que você não queira, faz parte do mercado financeiro. Essa explicação deixa claro que vale a pena investir. Afinal, os bancos recebem juros em cima do dinheiro da sua conta por utilizá-lo para diversas operações — e você também deve conquistar esse benefício.

O que você precisa conhecer sobre o mercado financeiro?

A explicação anterior mostra que qualquer pessoa pode aplicar seu capital. Porém, para se tornar um investidor iniciante é fundamental economizar. Essa medida precisa ser adotada por vários motivos, como fazer uma viagem, comprar uma casa ou um carro, garantir uma aposentadoria confortável, ter uma renda etc.

Em qualquer dos casos, o objetivo é ter uma vida financeira estável e tranquila, ao mesmo tempo em que constrói um patrimônio sólido. É assim que se garante o futuro. Porém, para escolher as melhores possibilidades, é essencial entender o que significam as diferentes opções.

Pesquise de maneira constante e entre em contato com o banco para tirar qualquer dúvida. Aprofunde seus conhecimentos ao máximo e domine os termos principais do mercado financeiro, que são os que listamos a seguir.

Inflação

Esse termo caracteriza o aumento dos preços do mercado. Para ficar claro, basta imaginar o que você fazia com R$100,00 no ano 2000 e o que faz hoje com o mesmo valor. É provável que perceba que o poder de compra hoje é significativamente menor — e é isso que a inflação faz: corrói seu rendimento.

No que se refere às aplicações financeiras, o ideal é calcular a rentabilidade real, isto é, o quanto se vai ganhar acima da inflação. Esse cálculo é feito pela remuneração oferecida pelo investimento dividido pela inflação atual. Por exemplo: se o rendimento anual é de 8% e a inflação de 4%, o resultado seria de 3,84%, porque: (1 + 0,08) / (1 + 0,04) – 1 = 3,84%.

Nesse caso, o ganho real seria de 3,84%. Se fosse negativo, indicaria uma perda daquela porcentagem, isto é, você ganharia a mais que o investimento inicial, mas não chegaria a cobrir a inflação.

IPCA

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo é o indicador que rege a inflação oficial do País. É mensurado pelo IBGE e indica esse processo de aumento dos preços que apresentamos logo acima.

Selic

A taxa básica de juros da economia é a referência para boa parte das negociações ocorridas no mercado financeiro, porque serve como “piso” (ou seja, valor mínimo) para o Brasil. Sua definição é feita pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Por isso, é base para remunerações e referências para cobranças de empréstimos e financiamentos.

Certificado de Depósito Interbancário (CDI)

O CDI é uma sigla conhecida somente por quem investe, mas é bastante importante para a economia. De modo simples, os bancos emitem títulos para financiar suas próprias operações. A referência para essas transações é esse certificado.

Por ser um papel exclusivo dos bancos, não está acessível aos investidores pessoa física. Nesse momento, você deve estar pensando: “então, por que devo conhecê-lo?”. Porque o CDI é o indexador para muitas aplicações financeiras, que pagam um percentual do CDI.

Normalmente, o CDI acompanha a Selic e fica bem próxima dela. Por isso, se a taxa básica de juros está em queda, o indicador de lastro bancário também. Os investimentos podem pagar menos ou mais que 100% desse indexador.

Resumindo: as informações sobre o mercado financeiro são variadas e é preciso se aprofundar para entender exatamente como ele funciona. Até aqui, apresentamos uma explicação simples e rápida. Porém, é importante ir além. Por isso, para finalizar essa parte do artigo, listamos alguns filmes que ajudam a compreender esse contexto:

  • Walt Antes do Mickey (2015): oferece inspirações para quem deseja empreender e tomar decisões acertadas;

  • Grande Demais para Quebrar (2011): mostra práticas questionáveis do mercado financeiro, que envolvem risco e questões éticas;

  • Wall Street: poder e cobiça (1987): apresenta os bastidores na década de 1980 e como as pessoas fazem tudo por dinheiro;

  • À Procura da Felicidade (2007): traz um forte incentivo para correr atrás dos seus sonhos e nunca desistir de ter sucesso no mercado;

  • Fome de Poder (2017): apresenta a história do McDonald’s e de Ray Kroc, profissional que fez a marca ser o que é hoje pela criação de valor para os acionistas;

  • O Lobo de Wall Street (2014): indica como é importante ter cuidado e conhecimento para não cair em golpes que prometem retornos milagrosos.

Escolha o banco ideal para aplicação de investidores iniciantes

Ser um investidor iniciante exige que você escolha um banco pelo qual vai investir. A instituição financeira atua como intermediária e, por isso, é importante ter um cuidado extra na hora de fazer sua opção.

Se você simplesmente define um banco ou uma corretora de valores sem pensar nas consequências, é provável que pague tarifas mais altas que o necessário, tenha problemas de atendimento e suporte, passe por imprevistos e outras situações negativas.

Para evitar enfrentar esses obstáculos, apresentamos algumas dicas simples que ajudam a identificar a qualidade da instituição. Confira!

Compare as tarifas

Fazer uma aplicação financeira significa pagar algumas taxas e encargos. Algumas sofrem incidência de Imposto de Renda, que segue a tabela regressiva para todos os casos. No entanto, as instituições financeiras também cobram valores significativos, que diminuem o seu retorno.

Nesse contexto, é preciso prestar atenção a alguns aspectos:

  • taxa de corretagem: é cobrada pela instituição e varia conforme o mercado. O ideal, quando possível, é buscar um banco sem taxas;

  • taxa de custódia: incide apenas quando o investidor tem alguma posição em ativos da renda variável. Os valores são bastante divergentes e podem ir de zero a R$30,00;

  • taxa de administração do Tesouro Direto: é válida somente para títulos públicos, mas é uma cobrança do banco. O ideal é buscar uma opção gratuita;

  • home broker ou mesa de operações: avalie as taxas para negociação online, que costumam ser mais baratas que as realizadas por telefone;

  • taxa de saque: é cobrada por alguns bancos no momento em que o cliente faz um resgate ou movimenta a quantia por transferência bancária.

Nesse quesito, é importante reforçar que o ideal é um banco com as menores taxas. Por isso, analise o Custo Efetivo Total (CET) para ver o percentual que será cobrado. Ainda assim, observe o custo-benefício para garantir que a instituição atenda a todas as suas demandas.

Verifique a credibilidade do banco

É fundamental verificar se a instituição financeira tem permissão para atuar no mercado financeiro e os feedbacks sobre sua credibilidade. Esse aspecto está diretamente relacionado à segurança das transações. Por isso, vale a pena fazer uma pesquisa aprofundada.

As classificações de entidades internacionais são bons indicativos de que a instituição é confiável. Portanto, verifique se existe alguma recomendação nesse sentido. Por exemplo, o rating do Paraná Banco na Standard & Poor’s passou de brA+ para brAA+, o que confirma alta credibilidade.

Analise a solidez da instituição

Contar com um banco de grande porte nem sempre indica solidez. Muitas instituições de tamanho médio são mais consolidadas e isso é refletido em certificações e ratings. O ideal é sempre pesquisar pelo histórico da empresa para assegurar que ela está bem estabelecida no mercado.

Se possível, confira ainda os selos de qualidade da B3. Eles garantem que a empresa cumpre as normas do mercado e realiza operações com segurança e excelência.

Observe a qualidade do atendimento

Ter um atendimento de qualidade é o primeiro passo para o sucesso. Como investidor iniciante, você precisa ter certeza de que terá o apoio necessário sempre que precisar.  Por isso, esse é um critério a ser analisado na escolha do banco.

Avalie os canais de comunicação disponíveis, assim como o treinamento e a disposição dos profissionais. Antes de fechar negócio, faça um teste. Mande e-mail, teste o chat online e busque informações para ver como é o atendimento. Depois disso, é só fazer a sua conta e começar a aplicar o dinheiro que está disponível.

Como escolher as melhores opções? É o que explicaremos agora.

Escolha os primeiros investimentos

Chegou o momento de começar a investir e você está em meio a um monte de siglas e informações. A escolha das melhores alternativas depende de uma série de questões e do seu conhecimento.

Um aspecto importante é analisar o seu perfil de investidor. De modo geral, há três categorias:

  • conservador: prioriza a segurança, mesmo que isso implique uma remuneração mais baixa;

  • moderado: tenta alcançar o equilíbrio entre risco e retorno, ou seja, ganhar o máximo possível com a maior segurança;

  • arrojado: busca um retorno elevado, inclusive se isso trouxer alta probabilidade de perdas.

Nesse momento, você deve ter se identificado com uma dessas classificações, certo? No entanto, qualquer que seja uma resposta, o melhor é optar por investimentos menos complexos nesse primeiro momento, já que ainda é um investidor iniciante.

O motivo para essa recomendação é simples: escolher ações de longo prazo, por exemplo, ou qualquer outra aplicação da renda variável exige um conhecimento maior do mercado. Por ainda estar iniciando nesse mundo, a chance de suas atitudes resultarem em perda é maior.

Devido a todos esses motivos, o ideal é escolher a renda fixa, que é a alternativa mais segura. Dentro desse escopo, existem várias opções, mas uma das melhores para quem é iniciante é o Certificado de Depósito Bancário (CDB). Investir em CDB é sinônimo de risco mínimo com boa rentabilidade.

Quer ter certeza disso? Basta usar um simulador de investimento. Fizemos uma comparação com o CDB, com investimento inicial de R$10.000,00 pelo prazo de 12 meses. Com um título que paga 110% do CDI, o valor chega a R$10.550,19. Já se a remuneração for de 96% do indexador, a quantia final é de R$10.478,13. Apenas a título de conhecimento, a Poupança renderia menos e resultaria R$10.453,15.

Mas o que é o CDB? São títulos privados emitidos por instituições financeiras. É como se você emprestasse dinheiro ao banco. A remuneração pode ser:

  • prefixada: protege contra as oscilações do mercado, porque o percentual de retorno é definido na contratação;

  • pós-fixada: oferece um rendimento variável, conforme um indexador, que costuma ser o CDI;

  • híbrido: é a modalidade IPCA, que tem um percentual fixo e outro variável conforme o índice da inflação.

A vantagem do CDB é oferecer, em alguns casos, liquidez diária. Isso significa que você pode resgatar o valor a qualquer momento. No entanto, é preciso prestar atenção ao prazo de carência, que é o tempo mínimo que se deve esperar para fazer o resgate.

Além disso, ele tem risco mínimo e ainda conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre até R$ 250.000,00 por banco por CPF, no limite de R$1.000.000,00. Assim, você tem garantia de retorno, faz uma aplicação inteligente sendo um investidor iniciante e evitar perder dinheiro.

O que fazer se eu quiser ter um retorno maior?

Conhece mais sobre o mercado financeiro, já investe e está pronto para arriscar? A dica é optar pela renda variável. Nessa modalidade, também existem várias alternativas. No entanto, vale a pena pensar sobre o melhor fundo de investimento.

Essa modalidade funciona como um condomínio. Vários investidores aplicam seu capital e um gestor é responsável por administrar os valores, com a cobrança de uma taxa de administração como contrapartida. Por ter essa característica, o fundo também pode ser da renda fixa, mas é comum que tenha, pelo menos, parte de suas aplicações na variável.

A escolha pelos fundos de investimento é interessante, porque oferece maior chance de retorno com menos riscos devido à administração feita pelo gestor. Com isso, você arrisca mais, sem colocar em perigo todo o seu capital.

Para entender melhor como funcionam os fundos de investimento, conheça os principais a seguir.

Fundos de ações

Têm o mínimo de 67% dos recursos aplicados na bolsa de valores. Há muita volatilidade — portanto, o risco é mais alto. Ao mesmo tempo, o potencial de ganhos também é. Os fundos de ações são categorizados em:

  • passivos: o rendimento varia conforme um indexador, por exemplo, o Ibovespa;

  • ativos: a carteira é formada a partir de análises macroeconômicas.

Fundos de curto prazo

Seguem a oscilação das taxas de juros. O investimento é feito em papéis do Tesouro Direto Prefixado ou títulos de baixo risco. O rendimento varia com a Selic ou o CDI.

Fundos de renda fixa

Focam a renda fixa. Do total aplicado, pelo menos 80% é destinado para essa modalidade. O resto costuma ser alocado em derivativos para elevar a remuneração.

Fundos cambiais

São aplicações feitas em moeda estrangeira, principalmente dólar e euro, a exemplo dos títulos públicos de outros países. Apresenta alta volatilidade.

Fundos da dívida externa

Aplicam 80% ou mais do capital total em papéis da dívida externa. O retorno varia conforme as taxas de juros e os desempenhos do câmbio do dólar em comparação com o real e dos ativos no mercado internacional. Sofre muita oscilação.

Fundos multimercado

Equilibram a renda fixa e a variável. São excelentes alternativas para investidores que querem o máximo rendimento com o menor risco possível.

Fundos imobiliários

Realizam investimentos somente nesse setor. A vantagem é que ele é especializado no mercado imobiliário e, por isso, aloca os valores a partir de sua rentabilidade.

Fundos referenciados

Usam uma referência — isto é, um benchmark — como meta. A maior parte dos ativos (95%) precisam estar atrelados ao indicador. Por isso, as aplicações tendem a ser seguras, porque 80% do patrimônio ou mais é aplicado em títulos públicos ou privados de baixo risco. O fundo referenciado mais conhecido é o DI, que usa o CDI como indexador.

Como você pôde perceber, existem fundos para todos os tipos de investidor. Os mais voláteis são recomendados para quem é arrojado. Por sua vez, os de baixo risco são indicados para o conservador. De modo geral, a regra é:

  • perfil conservador: fundos multimercado e de renda fixa;

  • perfil moderado: fundos multimercado e imobiliário;

  • perfil arrojado: fundos de ações, imobiliário e de capital.

A partir dessa explicação, ficou mais fácil saber quais são as melhores aplicações para quem é investidor iniciante e também para o momento seguinte, em que você já tem um conhecimento maior sobre o mercado financeiro. Porém, ainda falta outra etapa para garantir a melhor remuneração possível. Veja!

Acompanhe de perto as tendências

Até aqui, você viu a quais aspectos precisa ter atenção para ser um investidor de sucesso. As opções são variadas — por isso, é recomendado estudar sobre o assunto para entender seu funcionamento. Porém, você também precisa acompanhar as tendências de mercado.

Como fazer isso? A regra é ler notícias e materiais ricos (como este post!) referentes ao assunto. Além disso, é fundamental contar com uma instituição financeira confiável e que permita aplicar seu dinheiro em diferentes canais, como acontece no aplicativo Paraná Banco Investidor.

Ao ter um relacionamento mais próximo com o seu banco, é orientado a respeito das melhores oportunidades e ainda tem a chance de aumentar sua remuneração. É tudo que você quer, certo?

Conheça agora as tendências do mercado financeiro e confira de que forma elas ajudam a se tornar um investidor iniciante de sucesso.

Computação cognitiva

Sem dúvidas, quem começa a investir precisa primeiro delinear seu perfil, a partir das três principais classificações: conservador, moderado e arrojado. A computação cognitiva ajuda nesse processo, porque processa as informações e aprende as escolhas do usuário sem exigir uma programação específica.

Desse modo, a máquina apresenta o investimento mais apropriado, inclusive com o percentual de sucesso com base em previsões reais. É uma maneira simples de contribuir para a tomada de decisão.

Aplicativos

Para facilitar a vida de correntistas e investidores, os bancos brasileiros investem em aplicativos há vários anos. Essa não é uma novidade, mas o formato de uso desses recursos é.

Os modelos mais recentes utilizam o Big Data e outras tecnologias para simplificar suas escolhas e assinalar quais são as melhores opções. Você também pode fazer seu investimento conforme suas necessidades.

Big Data

Com o propósito de melhorar a experiência dos investidores iniciantes, as instituições financeiras passaram a usar essa tecnologia para coletar e armazenar dados da rotina dos usuários. A partir disso, oferecem oportunidades personalizadas para aumentar o potencial de retorno.

Essas tendências são apenas uma parte do que está por vir no mercado financeiro. Neste guia completo, você percebeu que vários aspectos fazem parte da rotina de um investidor iniciante — e quanto mais você conhecê-las, maior é a chance de ter sucesso. Aqui, oferecemos um panorama básico e amplo, que ajudará nos seus primeiros passos.

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