Tem gente que acha que ainda é cedo para guardar dinheiro, já que isso “é coisa de quem está com a vida ganha“. Por outro lado, há quem pense que já passou do tempo de pensar no assunto e que não faz mais diferença nenhuma economizar ou gastar. Mas, afinal de contas, você sabe qual a melhor idade para investir?

Se essa também é uma dúvida que paira na sua cabeça, saiba que você não está sozinho. Muitas pessoas pensam a respeito e não chegam a uma conclusão.

Mas existe uma resposta certa para essa pergunta, e ela está neste post. Portanto, leia-o até o fim e descubra em que fase da vida começar a investir!

Qual a melhor idade para investir?

Para entender sobre investimentos, precisamos desmistificar a ideia de que existe uma idade certa para começar. Isso não é verdade. Assim como é um equívoco pensar que pode ser tarde demais. Investir sempre é uma atitude inteligente!

O dinheiro investido gera mais dinheiro sem que você tenha que fazer nenhum esforço para isso. Na prática, você ganha enquanto dorme, se diverte com sua família, trabalha e vive normalmente.

Claro, quanto mais cedo começarmos a investir, maior a vantagem. Mesmo assim, quando ficamos mais velhos, aplicar nossos ganhos ajuda a combater a desvalorização do dinheiro, mantendo as reservas atualizadas.

Ou seja, sempre há um bom motivo para iniciar uma aplicação financeira. E isso vale para os filhos. Como o tempo trabalha a favor de quem investe, é uma atitude inteligente pensar no futuro dos rebentos fazendo investimentos desde cedo.

Aliás, essa é uma excelente estratégia para garantir a educação financeira dos pequenos, ensinando-os a importância de poupar e os riscos de gastar tudo sem planejamento.

Quais os melhores tipos de investimento para cada idade?

Bom, agora você já sabe que pode começar a investir imediatamente. Seja qual for o valor de que disponha, direcione-o de forma inteligente. Você tem situações e necessidades diferentes durante as várias etapas da vida, e isso pede estratégias específicas.

Portanto, escolha seus investimentos de acordo com suas necessidades e, claro, seu perfil de investidor. Enquanto algumas aplicações são voltadas para os objetivos de longo prazo, outras têm mais vantagem para quem precisa do dinheiro em pouco tempo.

Para clarear melhor o assunto, separamos algumas dicas de investimentos para cada fase da vida. Confira!

Até os 18 anos

Nessa fase, geralmente os filhos não têm renda, e os pais fazem os primeiros investimentos por eles, tutelando-os nos primeiros passos no mundo dos investimentos.

Também é possível que o dinheiro investido venha da mesada — o que é uma excelente forma de garantir educação financeira.

O enfoque deve estar sempre em aspectos práticos. Isso torna o investimento mais tangível. Um jovem tem maior tendência a gastar, comprar roupas e sair com amigos. Direcionar seus investimentos passa a mensagem de que se planejar é o caminho para o sucesso, e que guardar traz mais benefícios que gastar. Portanto, invista pensando em eventos como:

  • a festa de formatura;

  • o primeiro carro;

  • realização de um intercâmbio;

  • o ingresso na faculdade.

Assim, o ideal para essa fase é tomar decisões conjuntas com os filhos, para que eles aprendam a avaliar o mercado e suas opções.

Que estratégia seguir?

Há vários investimentos interessantes, e vale a pena mesclá-los para equilibrar segurança e rentabilidade. Como esse é um dinheiro para o futuro, liquidez não é o foco, portanto, escolha aplicações de longo prazo, com vencimento acima de cinco anos, por exemplo, e divida os recursos entre opções pré, pós-fixadas e híbridas.

 

Entre 18 e 30 anos

Nessa faixa de idade, um jovem investidor está começando a construir sua carreira. É o período pós-faculdade que assusta muita gente, pois recém-formados geralmente não têm salários tão altos e precisam equilibrar seus custos.

O foco do investimento aqui é ter segurança financeira e conquistar um patrimônio inicial, certo? Um jovem que já vem sendo guiado pelo mercado financeiro com a ajuda dos pais provavelmente tem um saldo reserva e precisa apenas ajustar seus investimentos de acordo com seus objetivos — que também mudaram.

Mas se você não investiu antes dos 18 e quer recuperar o tempo perdido, não se preocupe: também dá certo! Pense nos seus objetivos de longo prazo. Avalie manter:

  • uma reserva de segurança, alocada em renda fixa com alta liquidez (para sacar rapidamente e sem perdas, se acontecer algum imprevisto). Ela deve comportar entre 6 e 12 meses do seu salário;

  • um investimento de longo prazo, com vencimento para cinco ou dez anos, que em troca ofereça uma rentabilidade maior, como um CDB com percentual maior do CDI. Esse dinheiro será útil para comprar uma casa ou construir um negócio próprio.

A partir dos 40 anos

Aquele alvoroço dos primeiros anos de carreira passou. Agora, você tem mais estabilidade, já conta com um patrimônio razoável e pode investir um pouco mais, pensando nos próximos anos.

Mas faça isso de forma segura, equilibrando diferentes ativos para formar uma carteira que maximize as oportunidades.

Isso vale tanto para a renda fixa como variável. “Ué, mas eu posso perder dinheiro na renda fixa?“, talvez você pergunte. A resposta é não, mas pode deixar de ganhar.

Entenda o seguinte: uma parte considerável do seu dinheiro vai estar investida no longo prazo, certo? Nesse período, o cenário econômico pode mudar e transformar um negócio atrativo em mediano e vice-versa.

Por exemplo, suponha que você investiu todo seu dinheiro em um CDB prefixado com vencimento para cinco anos. A taxa é boa e o mercado está estável. A Selic está em queda! Ou seja: um CDB pós, que acompanhe o CDI, não seria interessante agora.

Mas se tudo muda depois de uma eleição presidencial, o país sofre um revestrés e a inflação salta, a rentabilidade do seu CDB pré vai embora! Entendeu como funciona? Se você, inteligentemente, mesclou seus ativos, aplicando um pouco na LCI prefixada, outro no CDB híbrido vinculado ao IPCA e assim por diante, contempla os diferentes cenários.

Lembre-se dos seguintes pontos:

  • quanto mais o tempo passa, maior a necessidade de uma reserva de segurança para possíveis perdas de emprego, problemas de saúde e outros acontecimentos indesejados. Mantenha esse dinheiro em algo que renda mais que a poupança e tenha liquidez diária;

  • comece a pensar em sua aposentadoria. O longo prazo agora vira uma reserva para o futuro, que vai trazer proteção e estabilidade financeira por muitos anos. Invista em renda fixa e, como dissemos, mescle os investimentos.

Acima de 50 anos

É hora de colher os frutos! Agora, você pode curtir a vida depois de ter trabalhado muito, tem seu lado profissional estabilizado e bem encaminhado e pode diversificar seus investimentos.

Mas se você começou a investir agora, na faixa dos 50, não se acanhe: sempre há boas opções de renda fixa para ajudar a melhorar as finanças e garantir a estabilidade financeira da família. Você pode buscar opções de CDB, por exemplo, com vencimento em um ano, aproveitando a segurança e boa rentabilidade desse investimento.

Quando e como investir em renda variável?

Ué, nessa jornada não tem espaço para renda variável?“. Sim, claro, sempre há espaço para investir em ações. Mas isso está intimamente relacionado ao seu perfil de investidor, e não à sua idade.

Portanto, é fundamental que você se conheça e procure investir dentro do grau de risco que acha aceitável. Não se force nem para um lado, nem para o outro.

De toda forma, se quiser investir na bolsa, estude sempre e conheça a dinâmica desse mercado, pois isso é fundamental para ter sucesso!

Viu só? Não há uma exata idade para investir; sempre é tempo! Portanto, organize suas finanças e trate de pensar no futuro e na segurança da sua família.

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