Muita gente não sabe, mas quando se fala na TV e nos jornais que a Bolsa subiu ou desceu, na verdade, trata-se do desempenho do Ibovespa. Via de regra, o noticiário apresenta uma porcentagem, a qual representa o aumento ou a queda do índice em relação ao pregão anterior.

De modo simples, o Ibovespa pode ser considerado uma espécie de média do mercado de ações brasileiro, por isso, ele é utilizado por analistas e investidores como um norteador para a tomada de decisão, seja em curto, seja em médio, seja em longo prazo.

Se você também quer usá-lo para melhorar a sua performance na renda variável, confira as explicações sobre esse índice.

O que é o Ibovespa?

O Índice Bovespa é o principal indicador do mercado acionário do Brasil. O nome faz referência à antiga Bolsa de Valores de São Paulo, que, até pouco tempo, chamava-se BM&FBOVESPA e, agora, é conhecida como B3.

Os dados do Ibovespa são atualizados constantemente durante a realização do pregão eletrônico da Bolsa brasileira. Com isso, é possível mensurar a evolução do mercado acionário, por exemplo, por meio de tendência de alta, de baixa ou lateral.

Os números divulgados pelos veículos de comunicação, no final do dia, geralmente se referem ao fechamento do pregão. Entretanto, ao longo da sessão de negócios, pode ter ocorrido bastante variação (volatilidade) até que se chegasse ao valor final.

Por exemplo, há dias em que o IBOV, código pelo qual o Ibovespa é conhecido, abre em baixa e recupera-se no decorrer do pregão para fechar em alta. O movimento contrário também é possível.

Como o índice é calculado?

Você já viu que o Ibovespa é uma média do mercado acionário no Brasil, mas talvez ainda tenha dúvida sobre como ele é formado, não é mesmo? Saiba, então, que o índice é composto por uma carteira teórica de ações, a qual passa por alterações periodicamente — via de regra, a cada quatro meses.

O que seria essa carteira teórica? Na verdade, trata-se de um conjunto das principais ações negociadas na Bolsa de Valores. A designação “teórica” ocorre pelo fato de esses papéis não serem de propriedade da B3, diferentemente das ações que compõem a carteira de ativos de um investidor.

Cabe lembrar que as companhias mais negociadas na Bolsa, como Vale e Petrobras, têm maior representatividade na composição da carteira teórica. Isso significa que haveria mais papéis dessas empresas na formação do índice.

Na escolha das companhias que vão compor o índice, a B3 leva em conta alguns critérios, por exemplo, negociação do papel em pregão com frequência, volume financeiro diário, não ser classificado como “penny stock” (ativo com cotação baixa) etc.

Depois de elaborada a carteira, o mercado acompanha a variação do Ibovespa no decorrer dos pregões, por intermédio de gráficos. O índice em si é formado por pontos, que têm correspondência com os valores em reais ou em dólares.

Para você ter uma ideia da oscilação dos números, antes da crise do Subprime de 2008, o IBOV chegou à faixa dos 73 mil pontos. Com os problemas na economia mundial, o índice despencou para os 31 mil pontos. Em 2010, ele voltaria a subir, dessa vez, para o patamar de 72 mil. Com a crise no Brasil, o Ibovespa caiu novamente, para a faixa de 38 mil. Durante e após o impeachment de 2016, o índice teve mais uma significativa subida, para chegar a um recorde nominal de 87 mil pontos.

Em que pese essa expressiva alta, os valores não estão corrigidos pela inflação, logo, o IBOV já foi maior no passado em termos reais.

Vale lembrar ainda que a atividade de avaliar os gráficos e as possíveis tendências do Ibovespa faz parte da chamada Análise Técnica, a qual busca prever o movimento dos ativos.

Para que serve?

O Índice Bovespa é muito útil para a avaliação do cenário econômico em geral e, especificamente, para o mercado de ações. Com ele, o investidor tem subsídios para a tomada de decisão, como adquirir ou se desfazer de determinado papel.

Como regra geral, é comum se ouvir esta máxima do mercado financeiro: compre na baixa e venda na alta! Uma forma de identificar esses pontos de entrada e de saída de operações é por meio da análise do Ibovespa, principalmente no horizonte de longo prazo, que requer uma avaliação do contexto econômico.

Como você pôde acompanhar antes, o IBOV passou por oscilações consideráveis no decorrer dos últimos anos. Logo, se o investidor consegue se posicionar de maneira adequada nessas fases de queda e posterior ascensão, ele pode obter lucros significativos. Para tanto, é essencial acompanhar a evolução do índice.

Como usar o Ibovespa para investimentos?

Embora seja muito conhecido, até mesmo, pelas pessoas que não participam da Bolsa de Valores, o IBOV não pode ser negociado diretamente. Na verdade, ele é apenas um indicador do movimento geral das ações.

Ainda assim, é possível comprar e vender papéis que estejam atrelados ao Ibovespa, como o ETF (Exchange Traded Funds) ou o fundo de índice BOVA11, o qual reflete a composição da carteira teórica do IBOV.

Além disso, também é possível negociar no mercado de derivativos, com os contratos futuros do Ibovespa, que representam a expectativa dos investidores acerca das cotações do IBOV nos próximos meses.

De maneira indireta, como já mencionamos, o Ibovespa pode ser utilizado para subsidiar a escolha de compra ou de venda dos ativos. Para você ter uma ideia disso, quando o índice sobe, os investidores se sentem mais estimulados a adquirir papéis, com a expectativa de nova valorização.

Apesar disso, é preciso agir com consciência no mercado acionário, para não ser levado por momentos ora de euforia, ora de pânico. Duas maneiras de se blindar contra essas ocasiões extremas são: realizando um planejamento financeiro bem fundamentado e estudando o mercado com profundidade, o que, por sinal, você já começou a fazer por aqui.

Gostou de saber essas informações sobre o Ibovespa? Que tal contribuir para que mais pessoas tenham esse conhecimento? Compartilhe, então, este post nas suas redes sociais e faça com que isso aconteça! Vamos lá!