O começo de um novo período sempre suscita dúvidas em relação aos investimentos. Em ano de eleições e entrada de um novo presidente, as incertezas tornam-se ainda mais visíveis. Então, o que esperar da economia brasileira em 2019?

Essa é a resposta que apresentaremos neste post. Para isso, apresentaremos o que deve acontecer com os principais tipos de aplicações financeiras e explicaremos a importância de atentar a esses critérios para tomar decisões acertadas.

Ficou interessado? Então, veja quais são as previsões e expectativas para 2019 a seguir. Acompanhe!

Por que analisar a conjuntura política e econômica?

Todos os investimentos, inclusive os da renda fixa (que são mais seguros), são impactados por questões políticas e econômicas. Basicamente, as variáveis que interferem nessa análise são:

  • inflação: orienta a política monetária e contribui para a definição das taxas de juros. Também é um indicador de aquecimento porque sua alta sinaliza que a economia produz além do potencial permitido pela capacidade produtiva;
  • taxa de juros: visa combater a inflação e interfere na produção dos diversos segmentos econômicos, inclusive no nível de crédito oferecido, em seu custo e no fluxo de dólares movimentado;
  • câmbio: delimita o custo de importações e exportações e assinala o saldo do País. Influencia a competitividade internacional do Brasil e delimita o preço do dólar, que afeta o valor dos produtos brasileiros;
  • produção industrial e nível de emprego: mostram se a economia apresenta potencial de crescimento. O aumento da produção aponta maior geração de valor, com elevação do consumo e crescimento das vagas de trabalho;
  • contas externas: evidenciam o saldo de dólares movimentados por meio de transações, investimentos especulativos e remessas de empresas e pessoas ao exterior. Assinala se o Brasil é credor (acumula reservas) ou devedor (perde reservas).

Todas essas variáveis estão interligadas e se influenciam mutuamente. Por exemplo: o aumento da produção industrial é essencial, mas em excesso ocasiona a alta da inflação, que gera elevação dos preços.

Análise da economia brasileira adotada pelo presidente eleito

As novas medidas econômicas que tendem a ser implementadas em 2019 são mais liberais. Isso animou os especialistas do mercado financeiro, que viram mais possibilidades de investimentos estrangeiros no País. 

A onda positiva também afeta os consumidores brasileiros. Segundo pesquisa recente do Datafolha, 65% esperam uma melhoria nos próximos meses. Em relação aos investidores, a projeção é positiva, especialmente para os ativos de menor risco. 

Isso acontece principalmente devido à tendência de aumento das taxas de juros nas principais economias do mundo — movimentação derivada da guerra comercial, dos juros nos Estados Unidos e do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia). Por outro lado, os aspectos positivos internos tendem a fortalecer o contexto brasileiro.

Por isso, analisar a economia empregada pelo novo governo é uma forma de saber se os investimentos nos quais você pretende aplicar seu capital tendem a oferecer resultados positivos. Ao avaliar todos esses critérios, fica mais fácil compreender como será a economia brasileira em 2019 e quais são as perspectivas para o futuro para ter o máximo retorno.

Afinal o que esperar da economia em 2019?

Para o ano que chega, a expectativa é de retomada do crescimento da economia, mas, ainda assim, há muitas incertezas. Especialistas indicam que a alta deve ser moderada. A projeção fica entre 2% e 3%, com expectativa de ficar nessa média até 2022, final do mandato do novo presidente.

Se não for realizada a Reforma da Previdência, esse crescimento tende a ser menor. Outro fator que interfere de maneira negativa é o ambiente internacional, que está instável. A desaceleração econômica diante do cenário de guerra comercial e perspectiva de aumento de juros nos Estados Unidos impacta o fluxo de capitais para outros países, como o Brasil.

De modo geral, os dados indicam que:

  • a inflação deve ficar em 3,69%;
  • o Produto Interno Bruto (PIB), que se refere à produção industrial, deve chegar a 1,3%;
  • a taxa básica de juros, a Selic, tende a terminar 2019 em 7,25% ao ano;
  • a taxa de câmbio deve fechar em R$ 3,80 por dólar;
  • a projeção da balança comercial — que mede o total de exportações menos importações — foi para 53,4 bilhões de dólares;
  • os investimentos estrangeiros tendem a fechar o ano com 78,4 bilhões de dólares.

Quais as sugestões de investimentos para 2019?

A análise do cenário político e econômico exige entender como as variáveis já apresentadas interferem nas aplicações financeiras em 2019. É o que apresentaremos a partir de agora. Confira!

Títulos prefixados e atrelados à inflação

Os papéis prefixados são interessantes quando a economia está com tendência de queda da taxa básica de juros. Já os atrelados à inflação são interessantes para manter o poder de compra, já que variam conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais uma taxa fixa.

Em uma primeira análise, parece que os títulos prefixados são pouco viáveis nesse momento. No entanto, tanto eles quanto aqueles atrelados à inflação são boas alternativas para o longo prazo. Além disso, se as reformas esperadas forem aprovadas, as taxas de juros podem cair — e isso torna esses ativos ainda melhores.

Como há um cenário de incerteza, você pode deixar o prefixado de lado e optar pelos papéis corrigidos pelo IPCA, porque protegem da inflação e garantem sempre um rendimento real. De toda forma, lembre-se de observar sempre o longo prazo, já que os vencimentos desses papéis são apenas para 2021, 2024 e até mais.

Nesse caso, há uma expectativa de meta da inflação mais baixa para 2021, com fechamento em 3,75%. Como a projeção do Banco Central é manter o patamar mais baixo, os títulos prefixados também costumam ser opções interessantes.

Fundos imobiliários

O novo governo tende a impor novas regras para tributação dos rendimentos dos fundos imobiliários em 2019. Provavelmente, a isenção será menor e em casos mais raros. Isso deixa essas aplicações financeiras menos atrativas, mas ainda com pouco impacto no médio e longo prazos.

O que tende a ocorrer é uma redução das expectativas no que se refere a volume, rentabilidade e receita. Porém, pode haver retomada futura ou até mesmo acontecer nenhuma alteração no funcionamento atual dos fundos imobiliários.

Em 2019, ainda deve surgir a chamada Letra Imobiliária Garantida (LIG), que tende a filtrar os fundos imobiliários. Tudo isso faz com que o desempenho seja melhor naquelas opções de maior duração.

Para se ter uma ideia, uma projeção de especialistas indica que o pagamento de dividendos mensais dos cinco melhores fundos para renda ficará entre 6,2% e 9,1%. Já nas cinco principais aplicações desse tipo para valor, o percentual fica entre 4,2% e 7,6%.

Por esses motivos, os fundos imobiliários tendem a ser os melhores investimentos de 2019, desde que o crescimento esperado realmente aconteça. As propostas apresentadas de aumento da renda com combate ao desemprego e maior concessão de crédito também favorecem esses investimentos.

Fundos multimercado

Essa opção é excelente para os investidores com perfil moderado. A vantagem dos fundos multimercado é a diluição dos riscos, já que o gestor tem a possibilidade de aplicar em ativos de renda fixa, commodities, ações, moedas etc. Outro benefício é não exigir um valor muito grande — portanto, é uma alternativa válida para diversificar a carteira de aplicações.

Os juros em baixa contribuem muito para os bons resultados dos fundos multimercado. O cuidado necessário é com as características, composição e perfis dos ativos que serão adquiridos pelo gestor. Ao equilibrar esses critérios aos seus objetivos financeiros, o resultado tende a ser o melhor possível, porque um especialista é quem cuida da composição da carteira.

O resultado é uma ação estratégica, que visa a benefícios em curto, médio e longo prazos. Por exemplo: é possível optar por uma carteira mista, que combine investimentos em renda fixa e variável.

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