Se você possui algum dinheiro guardado, deve pensar direito no que fazer com ele. Adquirir bens duráveis? Viajar? Garantir o futuro financeiro da família? Por que não investir e acelerar a realização desse objetivo? Atualmente, encontrar bons investimentos não é uma tarefa tão difícil quanto parece.

Não à toa, corretoras ou bancos continuam sendo as opções mais procuradas pelos investidores.

Continue lendo o texto para entender qual alternativa se encaixa melhor em seus objetivos e compreender as vantagens e desvantagens de cada uma delas.

Como cada um administra os investimentos?

Um ponto em comum entre um banco e uma corretora de varejo é que ambos não oferecem um acompanhamento das aplicações realizadas. Essa atividade cabe a você como investidor. Para isso, a utilização de alguns apps de investimentos é fortemente indicada.

Também é preciso ficar atento às taxas cobradas. Dependendo do montante que você pretende aplicar e do seu perfil, a escolha precisa levá-las em consideração. A principal delas é a taxa de administração, mensalmente cobrada na maioria dos casos.

Há, ainda, um valor requisitado na abertura de conta; uma quantia por montante investido e uma outra, que varia de acordo com os valores retirados.

Determinadas corporações abrem a possibilidade de investir online. Essa modalidade é interessante porque costuma implicar menor burocracia e maior agilidade, além de representar custos menores ou nulos por investimento.

Corretoras ou bancos: qual deles é menos arriscado?

Pensando exclusivamente no risco institucional, não existem diferenças entre investir por meio de bancos ou de corretoras. A instituição pode até quebrar, mas o sistema financeiro tem diversos mecanismos que atualmente resguardam o investidor.

No entanto, procure saber mais sobre os ratings das organizações que lhe agradam. Eles nada mais são do que avaliações feitas por instituições de risco financeiro. Essas notas indicam a qualidade da administração, o posicionamento, a política de crédito e outros fatores afins. Quanto melhor o rating, menos arriscado é investir.

É oportuno frisar que alguns investimentos, como os CDBs, LCIs e LCAs, são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Essa entidade é mantida pelos próprios bancos a fim de garantir a segurança das finanças como um todo. Sua função é reembolsar o prejuízo do investidor até o limite de 250 mil reais.

Lembre-se: esse teto é válido por pessoa e por instituição. As corretoras só apresentam uma garantia nesses moldes em títulos emitidos pelos próprios bancos. Caso contrário, não dão essa cobertura.

Ao investir, certifique-se de que a organização escolhida deixe todos os termos e dúvidas do FGC esclarecidos. Isso denota transparência e esse fator precisa ser considerado para uma escolha acertada.

Corretoras: quais são as vantagens e as desvantagens?

Vantagens

Um dos pontos positivos que mais merecem destaque ao investir em uma corretora são as taxas ofertadas. Elas costumam ser bem mais amigáveis do que as disponibilizadas no mercado pelos grandes bancos.

Como forma estratégica de estimular os prováveis investidores, muitas propõem a isenção total em investimentos de renda fixa.

Outra vantagem clara é que, diferentemente de algumas instituições bancárias, as corretoras não trabalham com produtos que fogem do escopo do investimento, como títulos e outras coisas do gênero.

Desvantagens

Elas dificilmente acolhem o pequeno investidor da forma mais adequada, com planos personalizados e uma análise aprofundada das possibilidades para montar uma boa carteira de aplicações. Dessa forma, muitas pessoas se tornam reféns e precisam pagar por serviços adicionais.

Por isso, se você deseja calcular a rentabilidade do CDB, por exemplo, deve contar com uma organização que ofereça esse serviço gratuitamente. Assim, é mais fácil traçar um planejamento efetivo.

Bancos: quais são as vantagens e as desvantagens?

Vantagens

A comodidade certamente aparece como um benefício de escolher um banco para investimentos. Quando a instituição escolhida é um banco grande, onde o investidor também é correntista, não é necessário qualquer esforço para começar.

Como já dito, existem também os ratings, que ajudam a ter uma boa noção sobre a estabilidade da instituição. Os bancos bem avaliados têm maiores condições de assegurar os valores que recebem das aplicações de seus clientes.

A relação mais estreita com o FGC também pode ser elencada como um benefício. Apesar de corretoras também venderem alguns produtos protegidos por essa garantia, ela costumeiramente se associa àquilo que é vendido pelos bancos, como os CDBs.

Desvantagens

Bancos de grande porte tendem a apresentar retornos piores em termos de rentabilidade, já que “cobram” pelo nome e fama que possuem ao vender suas aplicações.

Isso vale mais ainda em casos em que incide o juros pós-fixado. Também, por isso, as taxas são recorrentemente maiores e você pode ser vítima de ofertas sem um bom potencial de retorno.

Bancos ou corretoras: qual escolher?

Primeiramente, é importante ressaltar que nem todos os bancos são iguais. Esse mesmo pensamento também deve ser aplicado às corretoras, ainda mais se levarmos em conta o frequente e atual surgimento de instituições independentes nesse segmento.

Como mencionado, uma das principais razões para que um investidor escolha o seu próprio banco para investir é a comodidade. Porém, os melhores bancos em questão de rendimento são os médios, pois são os que mais necessitam de crédito.

Eles ainda têm um maior percentual do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Ele é, em termos resumidos, uma taxa de juros muito próxima da Selic, usada pelo Banco Central nas operações que envolvem títulos públicos. Isso significa, muitas vezes, uma rentabilidade mais elevada.

Dessa forma, por mais que você tenha conta em uma grande corporação bancária, não é necessário se prender a ela ou às recomendações que ela dá para fazer suas transações. Caso o seu foco seja o longo prazo, isso se torna ainda mais latente.

Existe uma terceira opção?

O curitibano Augusto Razera, por exemplo, já realizou investimentos em CDB por meio do banco ao qual é correntista e também por intermédio de corretoras independentes. Confira, logo abaixo, o seu depoimento ao Paraná Banco:

“Assim que o banco onde sou correntista notei que havia dinheiro na conta corrente, sem aplicação, meu próprio gerente entrou em contato oferecendo produtos de investimento do banco.

Apliquei e me arrependi, pois minha rentabilidade não foi tão boa. Meses depois, abri minha primeira conta em corretora, que funcionou apenas como uma intermediária do investimento.

No mesmo dia recebi o telefonema de um “assessor de investimentos”. Custou muito ter que explicar que eu não precisava de qualquer tipo de assessoria e que estava investindo na minha educação financeira justamente por acreditar que sou a melhor pessoa para tomar decisões sobre meu dinheiro.

Expliquei a ele que utilizaria orientação somente para tirar dúvidas sobre o CDB e que ele não perdesse tempo tentando me influenciar a tomar decisões. Duas semanas depois recebi outra ligação, dessa vez de uma mulher tentando me influenciar da mesma forma.

Além disso, precisei arcar com uma tarifa de custódia. Foi então que decidi procurar uma terceira opção para investir. Foi justamente em um banco mediano que ele obteve as melhores vantagens:

Sempre invisto em longo prazo e, assim, consegui perceber a vantagem dos bancos médios. Comparando os rendimentos, meu banco principal oferecia taxas que não passavam de 92% do CDI. Já com o novo banco, que é um banco médio, consegui valores superiores a 100% do CDI. Ou seja, tratando-se de um investimento de longo prazo, faz muita diferença”.

Ainda de acordo com Razera, quanto menor a instituição, mais fácil é negociar e conseguir melhores condições. Dependendo do valor da aplicação, as negociações podem ser muito favoráveis:

“O importante é que, antes de abrir conta em corretora, por exemplo, é melhor pensar duas vezes para não depender da opinião dos outros. No meu novo banco fiz meu investimento online em poucos minutos, sem intermediários e sem intervenções.

Não adianta trocar um gerente por um “assessor de investimentos”, se ambos estão treinados para influenciar na sua decisão, focando em gerar retorno para instituição em que trabalham. Acredito que minha terceira opção, que foi investir em um banco médio, foi de longe a mais assertiva”.

Como tomar a melhor decisão?

Infelizmente, não é possível apontar uma solução pronta para o seu caso. Ainda assim, você pode pesar todos os fatores levantados e buscar por mais informações nos sites institucionais de cada corporação.

Procure, antes de tudo, fundamentar sua educação financeira. Fazê-lo não só viabilizará uma melhor tomada de decisão no mundo dos investimentos, mas também lhe fornecerá conhecimentos básicos para uma gestão financeira pessoal sólida e bem estruturada. A partir disso, sua vida de investidor será mais simples.

Segundo os aspectos levantados neste post, pode-se concluir que bancos de tamanho médio se encaixam melhor nos mais variados perfis de investidor, privilegiando ainda mais aqueles que não dispõem de um patrimônio gigantesco.

Grandes instituições bancárias e corretoras — independentes ou renomadas — dificilmente combinam a mesma quantidade de benefícios (atendimento, rentabilidade, ratings) para quem ainda não disponibiliza de valores grandiosos para aplicar.

É muito importante que você analise e se planeje antes de escolher entre corretoras ou bancos. Só assim você chegará a melhor decisão para o seu perfil de investidor.

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