Engana-se quem pensa que as instituições financeiras são todas iguais. Na verdade, existem diferenças significativas entre bancos médios e grandes. Conhecer as distinções entre uns e outros é muito vantajoso para o investidor, já que ele pode aproveitar as aplicações de quem oferece a maior rentabilidade.

Em alguns casos, as pessoas mantêm certa quantia investida num banco de grande porte apenas pelo fato de ter conta-corrente na instituição. Entretanto, essa aparente comodidade pode esconder uma remuneração desfavorável para o cliente.

Desse modo, o poupador deixa de ganhar dinheiro por causa de uma escolha baseada somente na conveniência de não trocar de instituição.

Para não cair nesse tipo de situação, confira 5 motivos para investir em bancos médios e, assim, fazer os seus recursos financeiros renderem mais!

1. Maior rentabilidade em geral

Num olhar “só por cima”, alguém enxergaria apenas cinco grandes instituições bancárias no Brasil, duas públicas e três privadas. Contudo, essa não é a realidade do país. Na verdade, existem dezenas de bancos médios e pequenos em atividade.

Alguns deles têm atuação territorial mais restrita, por meio de agências, por isso não são muito conhecidos pelo público em geral. Tal condição, entretanto, não significa que essas instituições não sejam vantajosas para investir, pelo contrário.

Justamente pelo fato de possuírem uma atuação física mais concentrada, os bancos médios necessitam de formas alternativas de captação de recursos.

Para tanto, eles oferecem um retorno geralmente superior aos dos grandes bancos, para que valha a pena o investidor fazer a transferência de uma quantia.

Talvez você já saiba que os bancos trabalham com a intermediação financeira, ou seja, captam recursos junto aos agentes superavitários da economia (poupadores) e os repassam para os agentes deficitários (tomadores de crédito), em troca de uma taxa de juros pela operação. Assim, as instituições contribuem para a economia girar e o país se desenvolver.

Como os grandes bancos possuem uma rede de agências maior, eles têm vasta oferta de dinheiro à disposição, logo, não estão tão preocupados em oferecer uma rentabilidade satisfatória para os respectivos clientes. Nos bancos médios, a situação é diferente, como vimos antes.

2. Maior percentual do CDI nos bancos médios

O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é uma importante referência para os investimentos de renda fixa. O CDI é a taxa de juros utilizada nos empréstimos entre os próprios bancos, a qual tem um valor muito próximo à taxa Selic, que, por sua vez, é usada nas operações com títulos públicos federais pelo Banco Central.

Muitas aplicações financeiras comercializadas junto ao público em geral possuem como forma de remuneração um percentual do CDI.

No caso do Certificado de Depósito Bancário (CDB), conhecida aplicação de renda fixa, os grandes bancos tendem a oferecer uma porcentagem bem abaixo do CDI, que pode partir de cerca de 85% a aproximadamente 98% — nessa última condição para quem investe quantias maiores.

Já nos bancos médios a rentabilidade oferecida muitas vezes supera os 100% do CDI. Conforme o prazo da aplicação, como um, dois ou três anos, é possível aumentar o rendimento, com taxas que podem chegar a 118% do Certificado de Depósito Interbancário.

A propósito, quem deixa o dinheiro aplicado por mais de dois anos paga a menor alíquota do Imposto de Renda na fonte, nesse caso, de 15% sobre o retorno do investimento.

3. Segurança do Fundo Garantidor de Créditos

Um relevante atrativo para quem quer aplicar recursos em bancos médios é a proteção oferecida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), uma associação civil sem fins lucrativos formada pelas próprias instituições financeiras, cujo objetivo principal é resguardar os depositantes e investidores.

Pelo mecanismo de proteção do FGC, há a garantia de devolução de até R$ 250 mil por conta-corrente ou por investidor, conforme cada situação, em caso de falência ou inadimplência da instituição que captou o recurso.

Tal cobertura abrange uma série de aplicações, como caderneta de poupança, CDBs, Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), entre outras.

4. Avaliação das agências classificadoras de risco

Você talvez já tenha ouvido falar no rating (nota de risco) do Brasil no mercado internacional, não é mesmo? Além de avaliar países, as agências classificadoras de risco também dão notas para empresas e para bancos.

Com esses indicadores, os investidores passam a ter mais subsídios para uma tomada de decisão embasada.

No mundo, as principais agências classificadoras de risco são Fitch, Moody’s e Standard & Poor’s. Cada qual possui uma escala de notas, que mede o grau de risco da instituição ou país avaliados.

Ao considerar as avaliações dessas agências, é possível encontrar vários bancos médios com notas baixas de risco.

5. Tecnologia para acesso prático

Você já percebeu o quanto é vantajoso migrar investimentos de uma grande instituição bancária para uma de médio porte, porém, talvez pense que seja difícil fazer isso, não é mesmo? Na verdade, com o avanço da tecnologia, essa ação se tornou bem fácil.

Hoje em dia, é possível investir a partir de um aplicativo de smartphone ou tablet e, o melhor, a documentação necessária para ativar a conta de investimentos pode ser digitalizada. Assim, evita-se a ida a uma agência física e a perda de tempo. Nesse caso, o cliente recebe a confirmação por e-mail e, em seguida, já poderá aplicar recursos.

Como você pôde notar, investir em bancos médios é uma ótima oportunidade de aumentar a rentabilidade e fazer o seu dinheiro ter mais valor!