Dizem que o sucesso costuma deixar pistas. Sem dúvidas, conhecer a história de grandes investidores é uma oportunidade para aprender com eles indiretamente, inspirando-se em seus investimentos e em sua forma de pensar.

O caminho para a riqueza é cheio de desafios e obstáculos, sem falar na complexidade do mercado financeiro. Então, quem chega lá certamente tem muito conhecimento útil para compartilhar.

Sabendo isso, preparamos este artigo para apresentar a você os maiores investidores e suas estratégias de sucesso. Como eles enriqueceram? O que tomam como base para tomar decisões importantes? Quais são suas melhores táticas?

Acompanhe para descobrir!

1. Warren Buffett: reme contra a maré

Aos 88 anos de idade, Warren Buffett (ou “oráculo de Omaha”, como é conhecido) figura há quase 2 décadas entre os nomes da lista de pessoas mais ricas do mundo — em 2008 ele alcançou a primeira colocação. 

Uma lição que todo investidor (iniciante ou experiente) pode aprender com Warren é sobre os riscos. Ele diz que “o risco vem de não saber o que você está fazendo”. O bilionário também defende que um sério problema pode aparecer se você não sabe como agir, e que é melhor não investir em um ativo do qual não tem compreensão.

Buffett também indica que o investidor reme contra a maré:

A hora de se interessar por ações é quando ninguém mais está interessado. Você não pode comprar o que é popular e achar que está agindo de maneira correta em relação a seus investimentos.

2. Benjamin Graham: você precisa ter os motivos certos para alcançar seus objetivos

Graham foi um influente economista e aclamado professor da Universidade de Columbia. Parte de sua fama surgiu devido a seus ensinamentos a respeito da análise fundamentalista, uma maneira de avaliar onde investir a partir das perspectivas de longo prazo das companhias.

Muitos investidores iniciantes seguem as lições de Graham. Apesar de ter nascido no fim do século XIX em Londres, seus estudos e lições ainda são bastante válidos para os dias atuais.

Um dos maiores aprendizados deixados por ele é que estar certo não é o suficiente. Ou seja, o investidor deve estar certo pelas razões corretas. Afinal, não adianta estar convicto das suas ações se suas causas não estão alinhadas com seus principais objetivos.

Para Graham, é preciso ter disciplina e paciência para se manter firme em seus princípios, principalmente quando o mercado reafirma que você está errado.

3. George Soros: não tenha vergonha de seus erros

O nome de George Soros é quase um sinônimo de investidores de sucesso — para você ter uma noção, sua fortuna ultrapassa os 25 bilhões de dólares. Em 1992, Soros lucrou 1 bilhão de dólares ao apostar “contra” a libra esterlina.

Essa ficou conhecida como uma de suas maiores proezas no Mercado Financeiro, o que lhe rendeu o título de “o homem que quebrou o Banco da Inglaterra”.

O megainvestidor bilionário é um dos fundadores do Quantum Group of Fund, um dos maiores e mais lucrativos fundos de cobertura do mundo. E engana-se que ele tem medo de admitir suas fraquezas.

Pelo contrário: Soros reconheceu que já se deixou levar pela euforia e pelo desespero, ressaltando que só deu a volta por cima quando assumiu seus próprios erros.

Nesse sentido, é importante que o investidor reconheça e também corrija seus deslizes. “Uma vez que entendemos que os seres humanos são imperfeitos, não há vergonha em estar errado, mas sim em falhar por não conseguir corrigir nossos erros”. Você já deve ter ouvido que “errar é humano”, não é mesmo? E é bem isso que ele propõe.

4. Carl Icahn: seja ousado

Icahn é um investidor especialista em aquisições de controle acionário. Nascido de uma família de classe média no bairro Queens, em Nova Iorque. Começou a carreira de corretor de ações na Wall Street em 1961. Hoje, aos 82 anos, tem uma fortuna estimada em cerca de 22,5 bilhões de dólares.

Carl ficou especialmente conhecido pelo seu estilo considerado ousado e por não ter medo algum na hora de investir. Sua característica é comprar muitas ações de uma mesma empresa até ter participação o bastante para ser influente no conselho administrativo.

O intuito é de persuadir nas decisões que considera importantes. Ao seguir essa estratégia, o investidor passou a ter controle e presença relevante em marcas famosas como Texaco e Netflix.

5. Ray Dalio: seja radicalmente verdadeiro e transparente

O fundador de outro dos maiores fundos de cobertura do mercado, Dalio começou seu legado em um apartamento de dois quartos em Manhattan, Nova Iorque. No pequeno espaço ele morava e trabalhava, constituiu a consolidada Bridgewater Associates.

Para que seus colaboradores compreendessem seus princípios, o bilionário americano criou um regimento interno, fundamentado principalmente na “verdade e transparência radical” — fatores que se tornaram a cultura da firma desde então.

Entre as práticas baseadas nesses princípios, está a gravação de todas as reuniões e conversas, de modo que os profissionais possam avaliar os pontos que têm a melhorar.

6. Nassim Nicholas Taleb: proteja-se contra perdas

Nassim Nicholas Taleb é um dos maiores investidores de sucesso da atualidade e também um grande estudioso. Além dos seus vários títulos acadêmicos, fala 5 idiomas.

Especulações apontam que Taleb criou sua fortuna durante o crash de 1987. Ele teria elaborado uma estratégia que permitia que se beneficiasse da volatilidade do mercado, gerando ganhos astronômicos quando o período volátil se estendia. Com essa técnica, arrecadou capital em diferentes épocas de crise.

O analista de riscos e um dos grandes investidores defende que a sorte tem elevada influência sobre tudo e que as perdas são algo completamente natural. Dessa maneira, é indispensável estar protegido. Afinal, os fatos inusitados são imprevisíveis e também é preciso se preparar para esses casos. 

7. John Templeton: tenha uma única estratégia

Nomeado pela revista Money Magazine como, indiscutivelmente, o maior stock picker (selecionador de ações) do século XX, John Templeton fez sua carreira na Inglaterra, chegando a ser condecorado pela rainha Elizabeth II, em 1992.

Iniciou na profissão ainda muito cedo, investindo em organizações que enfrentavam batalhas judiciais e se apresentavam em situações complicadas — mas que, ao mesmo tempo, tinham grande capacidade de recuperação. Esses primeiros passos renderam a Templeton uma trajetória incrível.

John tinha uma única estratégia: comprar ações baratas dentro de um contexto que permita um amplo crescimento no longo prazo. O filantropo apostou em diferentes mercados, investindo precocemente em companhias orientais, com as quais obteve muito sucesso. Templeton era arrojado e aproveitava sempre o risco a seu favor, dedicando-se ao “ponto máximo de pessimismo”.

E então, gostou de aprender com essas feras? Provavelmente agora você já compreende um pouco melhor como a mente deles funciona e o porquê se tornaram tão bem-sucedidos. No entanto, lembre-se de dar um passo de cada vez na sua própria jornada. Mais do que conhecer estratégias dos grandes investidores, é preciso identificar investimentos que melhor se encaixam no seu próprio perfil de investidor.

Para continuar aprendendo, que tal descobrir se é possível viver de renda? Descubra agora mesmo a resposta para essa intrigante pergunta.