A taxa de corretagem é um valor cobrado pelos bancos e corretoras para intermediar as transações na bolsa de valores, que não podem ser feitas diretamente pelo investidor.

Sempre que é realizada alguma compra ou venda de ativos como as ações, há a incidência dessa cobrança. Ela também pode existir para investimentos de renda fixa.

Para entender quanto custa e como funciona a cobrança, acompanhe este post que preparamos na nossa jornada para guiar você pelo mercado financeiro. Boa leitura!

O que é a taxa de corretagem?

As negociações de investimentos são oferecidas por bancos e corretoras. Quando você investe em um Certificado de Depósito Bancário (CDB), por exemplo, você está comprando títulos do próprio banco emissor. Ou seja, não há um intermediário.

Já na bolsa de valores, a negociação de ações não pode ser feita diretamente pelo cliente. Só quem tem autorização para comprar e vender esses títulos são as corretoras habilitadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Em toda negociação no mercado financeiro em que existe o intermediador, é cobrada a taxa de corretagem. Essa é uma atividade legal, devidamente prevista no Artigo 722 do Código Civil.

Como é feita a cobrança dessa taxa?

A cobrança é feita por negociação, e há variações tanto no valor quanto na forma de aplicação. Enquanto algumas operações e instituições cobram taxas fixas por operação, outras aplicam um valor percentual em cima do total negociado. O cálculo deve estar previsto no contrato de prestação de serviços que foi assinado no começo da relação entre cliente e instituição.

Valor fixo

A cobrança de valor fixo é muito comum e dá certa vantagem ao investidor, quando a negociação envolve valores altos. Por exemplo, se você está negociando com uma taxa fixa de R$ 10, não haverá acréscimo desse valor, independentemente de você investir R$ 1.000 ou R$ 100.000.

Entretanto, é preciso prestar atenção ao negócio feito: R$ 10 consistem em 1% de R$ 1.000. Isso pode prejudicar completamente a rentabilidade de um investimento. Faça os cálculos de quanto deve ganhar e desconte valores de:

  • taxas cobradas;
  • Imposto de Renda;
  • Imposto sobre Operações Financeiras.

Porcentagem sobre o valor da operação

Nessa opção de cobrança, a taxa de corretagem varia conforme o volume negociado. Em alguns casos, são definidas faixas de cobrança, por exemplo:

  • entre R$ 0,01 e 50 mil — 0,20%;
  • acima de R$ 50 mil — 0,25%.

Aqui, a dica é dar atenção aos valores mais altos, quando o percentual de desconto é mais expressivo. O valor investido é uma das questões que impactam o retorno de um investimento. Quanto mais você tem, maiores são as chances de conseguir boas taxas com seu banco. Por isso, nem sempre esse tipo de cobrança é inviável ou prejudicial. O importante é colocar tudo na ponta do lápis.

Fixo mais porcentagem

Por último, há bancos e corretoras que cobram uma taxa composta, com uma parte fixa e outra que varia conforme o valor da operação. Esse modelo é muito aplicado na compra e venda de ativos por telefone ou pelas mesas de operações.

Existe um limite para a taxa de corretagem?

Não há uma padronização definida para a cobrança, que varia de acordo com cada instituição e tipo de operação. As transações podem ser feitas via home broker — pela internet — ou pelas mesas de operações. Pode haver uma cobrança diferenciada para cada tipo de negociação, e não somente pelo tipo (compra e venda de ações, mercado futuro etc.).

No caso da bolsa de valores, existe uma tabela divulgada pela Bovespa, Bolsa de Valores de São Paulo, que serve como sugestão para a cobrança. Mas não há um limite predefinido.

Para escolher o melhor lugar para investir, esse não deve ser o único fator ou o mais importante, mas a combinação de várias avaliações é que vai dizer se você está fazendo um bom negócio. Muitos lugares oferecem taxas zero, mas acabam cobrando os custos de manutenção de maneira indireta, reduzindo a rentabilidade do cliente. Sabe aquela oferta: “Tudo pela metade do dobro”?

Por isso, todos os custos envolvidos e a rentabilidade prevista devem ser analisados em conjunto, para encontrar o resultado final mais atrativo. Lembre-se que, além da taxa de corretagem, pode haver cobranças de:

  • taxa de custódia: que é uma cobrança feita pela bolsa de valores e que algumas corretoras repassam ao cliente;
  • taxa de administração do Tesouro Direto: percentual cobrado anualmente sobre o valor investido na compra desses títulos;
  • taxa de saque: que algumas empresas cobram quando o cliente retira valores da sua conta.

Em geral, os preços cobrados nos bancos podem ser menores que aqueles praticados nas corretoras, por dois motivos importantes. O primeiro é que, geralmente, os bancos têm uma infraestrutura maior, capaz de absorver e distribuir entre mais clientes seus próprios custos de manutenção. Assim, eles precisam cobrar menos de cada investidor.

A outra questão é que as corretoras podem, com frequência, utilizar serviços bancários para manter suas operações. Isso faz com que elas precisem pagar taxas ao banco que podem ser repassadas integralmente ou aumentadas aos clientes.

Investimento de renda fixa tem taxa de corretagem?

A taxa de corretagem (bem como a taxa de custódia) é característica dos investimentos de renda variável, como a negociação de ações. Modalidades de renda fixa, como o CDB, as LCIs e LCAs, não têm essa cobrança.

O que importa é analisar os custos gerais, verificando quanto custa manter a conta em determinado banco ou corretora, analisando as tarifas de cada operação e, acima de tudo, avaliando qual deles oferece os maiores rendimentos.

Não se pode dizer que esta ou aquela operação é melhor, pois há uma variação de fatores que fazem muita diferença. O seu perfil de investidor, por exemplo, é um aspecto essencial. Ele aponta o melhor tipo de investimento para você, avaliando o que melhor atende às suas necessidades e com quais operações você mais se identifica.

Quem está construindo uma reserva de segurança, por exemplo, não tem na renda variável sua melhor opção, em função do risco. Por outro lado, pode ter uma rentabilidade maior quem gosta de acompanhar as movimentações da bolsa de valores e tem tempo, disposição e conhecimento suficientes para esse tipo de negócio.

O segredo está na composição de uma boa carteira de investimentos, que proteja seu dinheiro e traga um retorno equilibrado. Claro: você tem que conhecer bem as operações, além de avaliar os custos como a taxa de corretagem e as tarifas envolvidas. Na dúvida, converse com um profissional e faça escolhas seguras.

Quer entender melhor sobre o mercado financeiro e conhecer suas opções de investimento? Entre em contato com o Paraná Banco e tenha todo o suporte de que você precisa!