O risco é visto pelo senso comum como a chance de investir em algo que não lhe gerará rentabilidade. Mas o conceito vai muito além disso. Existem, basicamente, 5 tipos de risco a que um investidor está exposto, cujos impactos podem ser mitigados com estratégias corretas e auxílio de uma instituição de credibilidade.

“O risco vem de não saber o que você está fazendo.” O ensinamento é de ninguém menos que Warren Buffett, megainvestidor norte-americano, considerado um dos maiores financistas do planeta.

De fato, o risco está muito mais ligado às ações equivocadas do investidor do que ao ativo em si mesmo. Quem estuda profundamente o mercado, aplica recursos em linha com seu perfil de investidor e sabe montar uma carteira balanceada, reduzindo, assim, significativamente sua exposição às intempéries do setor.

O problema é que muita gente ainda acredita que o mercado financeiro é perigoso por si mesmo, equívoco que acaba afastando muitos brasileiros da possibilidade de multiplicar seu capital e alcançar independência financeira.

Hoje você vai entender a relação risco x perfil de investidor e como aplicar seus recursos de estrategicamente!

Qual a relação risco x perfil do investidor?

Risco é a probabilidade de um evento indesejado ocorrer. Esse risco é evidentemente amplificado no mercado caso o investidor não saiba seus objetivos, quanto pode investir, grau de tolerância ao risco e prazos almejados para alcance de metas. Seguindo as palavras de Sun Tzu (544 a.C. – 496 a.C.) em “A Arte da Guerra”,

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas…”.

Embora direcionado a outro cenário, a reflexão se encaixa perfeitamente no contexto do iniciante no mercado. Antes de falar em ativos, é preciso conhecer seu próprio perfil de investidor.

Esse diagnóstico vai considerar variáveis como idade, rendimentos, estabilidade financeira, nível de conhecimento do mercado, objetivos, prazo esperado para retorno e patrimônio existente.

Ex.: um investidor jovem, com alto padrão de vida, profundo conhecimento de mercado e objetivo de enriquecimento em longo prazo pode montar uma carteira mais arrojada, com alguma presença de ativos de renda variável (ações, derivativos).

Por outro lado, quem possui idade avançada, pouco conhecimento de mercado, não dispõe de muitos recursos e tem objetivos de curto prazo, provavelmente será aconselhado a formar uma carteira mais conservadora, com maior presença de ativos de renda fixa.

É possível encontrar seu perfil de investidor mediante testes/entrevistas por parte do banco por meio do qual você deseja investir. Esse processo é determinado pela Instrução CVM nº 359/2013, mas não significa que os perfis são estanques.

Além de suas próprias mudanças ao longo do tempo, é importante destacar que uma boa carteira consegue equilibrar diferentes níveis de risco de investimento e não se prende às descrições.

Esse detalhe aumenta a importância de escolher uma instituição que lhe dê suporte e orientação adequada para investir.

Quais os principais tipos de risco no mercado financeiro?

O risco é visto pelo senso comum como a chance de investir em algo que não lhe gerará rentabilidade. Mas o conceito vai muito além disso. Existem, basicamente, 5 tipos de risco a que um investidor está exposto, cujos impactos podem ser mitigados com estratégias corretas e auxílio de uma instituição de credibilidade:

Risco de mercado

É o risco de você investir em um ativo que lhe traga rentabilidade diferente da esperada. Costuma estar associado aos movimentos dos preços, das taxas de juros, do câmbio ou da inflação.

Seria o caso de um investidor comprar 20 mil ações da Petrobras a R$ 30,00 e, 1 ano depois, o preço do ativo cair a R$ 20,00. Esse risco é reduzido na consolidação de uma carteira diversificada e harmônica ao seu perfil de investidor.

Risco de crédito

É o famoso “risco de calote”. Trata-se do risco de você não receber um pagamento devido pela instituição contratada. Seria o caso de quem compra “micos” (ativos de alto risco, sem liquidez, de empresas de governança questionável e em iminente falência).

Proteger-se desse tipo de risco passa por evitar tais investimentos e direcionar uma parcela de sua carteira a ativos com proteção do Fundo Garantidor de Crédito (que assegura ressarcimento ao investidor de até R$ 250 mil por CPF/por instituição financeira), como CDB, LCI e LCA.

Risco de liquidez

É risco de ter dificuldades para vender ativos que estejam em sua carteira. Os imóveis são exemplos de ativos de baixa liquidez. Já os títulos do Tesouro Direto e alguns CDBs possuem liquidez diária.

Risco operacional

Risco ligado a fraudes, erros técnicos ou equívocos nas operações de mercado. Com relação a este último, seria o caso de equivocadamente vender um ativo por valor abaixo do preço de mercado. Esse risco é quase inexistente quando se investe em instituições de credibilidade e know-how no setor financeiro.

Risco legal

Risco ligado à realização de operações mediante agentes não autorizados. Mais uma vez, pesquisar bem a procedência e experiência do banco é fundamental para eliminar esse risco.

Quais os principais tipos de perfil de investidor?

Conservador

Trata-se do perfil com maior aversão ao risco. Esse investidor, muitas vezes, prefere manter posição em ativos de baixa rentabilidade (como poupança) do que arriscar-se a investimentos com maior potencial de ganho e risco alto de perdas.

Quem tem perfil de investidor conservador não se sente confortável com ativos de pouca liquidez. Geralmente possui pouco conhecimento no mercado e é dotado de objetivos de curto/médio prazo. Sua carteira é composta basicamente por ativos de renda fixa.

Exemplos de investimentos conservadores: CDB, LCI/LCA, Tesouro Direto e fundos DI (fundos formados majoritariamente por títulos públicos federais, como Tesouro Selic).

Moderado

O investidor com perfil de risco moderado está em busca de rentabilidade acima do mercado, mas não abre mão da segurança das operações. Tem aversão a perdas, mas já se arrisca em uma carteira com alguns poucos ativos em renda variável.

Esses investidores possuem alguma tolerância ao risco e à baixa liquidez; em geral, apresentam conhecimento básico do mercado, com patrimônio suficiente para diversificar posições, além de objetivos de médio/longo prazo.

A carteira de investimentos de quem tem perfil moderado é composta majoritariamente por ativos de renda fixa, mas já é possível ver alguns investimentos menos conservadores: juntamente a CDBs, Tesouro Direto e LCI/LCA, a carteira de quem tem perfil moderado também pode ter aplicações em fundos multimercados, fundos de ações e debêntures.

Arrojado

O investidor arrojado está no mercado para obter rendimentos relevantes, bem acima da média do mercado. Possui alta tolerância ao risco, à baixa liquidez e à volatilidade, entendendo que eventuais flutuações de preço tendem a se ajustar em longo prazo.

Esse perfil de investidor, em geral, possui profundo conhecimento no mercado financeiro, patrimônio significativo para lhe permitir diversificar sua carteira e objetivos de longo prazo.

A carteira desse tipo de investidor apresenta aplicações em ações, moedas, commodities e derivativos (contratos futuros, contratos a termo e opções).

Mas é importante destacar que nem mesmo o investidor de perfil mais agressivo investe todos os recursos em ativos de alto risco.

O que está em questão aqui é o percentual de ativos em sua carteira de investimentos. Mas é evidente que em todos os perfis estarão presentes ativos conservadores, que serão balanceados por outros de renda variável, na proporção dos perfis descritos acima.

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