No mercado financeiro, existe a figura do investidor qualificado. Embora tal termo leve a crer que quem ostenta esse título tem um conhecimento diferenciado ou uma formação específica, na verdade, na prática não é bem assim.

A propósito, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), instituição que supervisiona as transações no mercado de capitais, tem uma instrução própria para definir as pessoas e os grupos que podem ser classificados como investidores qualificados.

De antemão, vale ressaltar que esse título confere alguns benefícios que não estão disponíveis para o público em geral. Se você se interessa pelo assunto, então, continue a nos acompanhar e conheça a fundo o conceito de investidor qualificado!

Qual é a definição de investidor qualificado?

A instrução nº 539/2013, da CVM, é responsável por trazer o significado oficial do termo investidor qualificado. Antes, porém, vale lembrar que esse documento trata do dever das instituições que comercializam produtos financeiros de checar o perfil do cliente, para, só depois, oferecer ativos e serviços.

Quanto à definição de investidor qualificado, a instrução da CVM estabelece quatro categorias de perfis que se enquadram nesse conceito, são eles:

  • investidores profissionais;

  • pessoas físicas e jurídicas que tenham investimentos financeiros cujos valores somados superem R$ 1 milhão e, além disso, façam declaração por escrito de quem são investidores qualificados;

  • pessoas físicas que tenham obtido certificações para poderem atuar como agentes autônomos de investimento, analistas e consultores de valores mobiliários, e administradores de carteira, mas em relação às aplicações que esses profissionais fazem para si próprios

  • clubes de investimento cujas carteiras de ativos sejam gerenciadas por um ou mais investidor qualificado.

É provável que, ao ler essa definição, você tenha ficado com dúvida quanto a outros termos, não é mesmo? Então, vamos explicá-los. Por exemplo, investidores profissionais, segundo a própria instrução nº 539, são as instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central, seguradoras, fundos de investimento etc.

Já os clubes de investimento são grupos de pessoas que se unem para aplicar recursos juntas na bolsa de valores. Em geral, eles são organizados por instituições financeiras, como corretoras de valores, mas podem ter a gestão profissional ou não.

O que fazer para se tornar um investidor qualificado?

Como você agora já sabe, uma das maneiras de se tornar um investidor qualificado é ter um patrimônio de mais de R$ 1 milhão aplicado em ativos financeiros, além de atestar que pertence a tal condição.

Se você ainda não chegou a esse patamar, mas tem esse desejo, é hora de se planejar para isso. Para tanto, avalie a situação atual das suas finanças e defina objetivos de curto, médio e longo prazo no que diz respeito à acumulação de recursos.

Mesmo assim, se você quer ser um investidor qualificado o quanto antes, uma opção é se enquadrar em uma das quatro possibilidades para esse título, segundo a instrução da CVM. Nesse sentido, um dos caminhos mais práticos é você se especializar no mercado financeiro e obter certificações que analistas de valores mobiliários têm, como as oferecidas por ANBIMA, APIMEC etc.

Nesses casos, a pessoa precisa passar por alguns cursos e, para conquistar a certificação, ser aprovado em exames de suficiência. Como essas provas têm um nível de exigência considerável, é indispensável uma boa preparação de quem vai fazê-las. Para tanto, realizar treinamentos é quase essencial para um desempenho satisfatório nas avaliações.

Você talvez esteja perguntando o porquê de ter que estudar tanto para se tornar um investidor qualificado, certo? Na verdade, saiba que essa exigência da CVM busca evitar que o poupador faça operações sem ter consciência dos riscos envolvidos.

Para você ter uma ideia disso, há aplicações em que é possível a pessoa não só perder todo o capital investido como também ter que desembolsar mais para cobrir os prejuízos. É claro que tal cenário pessimista tende a se concretizar com maior probabilidade quando o investidor não tem o conhecimento necessário para fazer uma operação de alto risco.

Quais as vantagens de ser um investidor qualificado?

Alcançar o primeiro milhão é o sonho de muita gente, já que esse número representa um marco da vida de qualquer pessoa, em geral, mostra que ela chegou a um patamar superior nas finanças. Então, só o fato de se ter um patrimônio de mais de milhão já seria um diferencial para um indivíduo.

Ainda assim, quando se trata de um investidor qualificado, é preciso mencionar que existem alguns benefícios ao conquistar esse título. Na verdade, o poupador que obteve essa condição passa a ter direito de aplicar em alguns ativos que não estão disponíveis para o grande público, como certos fundos de investimento no exterior.

Além disso, investidores qualificados podem ter acesso a produtos com risco mais elevado, entretanto, com rentabilidade também muito maior do que aplicações destinadas a qualquer pessoa. É bem verdade que tais ativos são geralmente bastante complexos, o que requer conhecimento especializado por parte de quem vai investir neles.

Como você pode notar, ser um investidor qualificado traz benefícios, mas também muitas responsabilidades. Por isso, antes de buscar tal título, é imprescindível que você tenha consciência dos prós e dos contras de ter essa condição.

Se você sente que ainda não está preparado para atuar nesse nível, nada impede que comece devagar, por exemplo, com aplicações de renda fixa, em que a segurança e a previsibilidade dos ganhos são bem maiores. Nesse caso, geralmente com R$ 1 mil já é possível iniciar um investimento.

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