Análise fundamentalista de ações e análise gráfica são termos bastante conhecidos de quem faz transações com frequência na bolsa de valores. Embora sejam métodos bem diferentes, eles auxiliam os investidores na tomada de decisão no mercado acionário, de modo a aumentar as chances de ganho ou reduzir a probabilidade de perda.

É claro que tais métodos não são infalíveis, caso contrário, quem os dominasse teria sempre lucros na bolsa, o que é muito difícil de ocorrer. Como as cotações das ações refletem negócios e desejos da vida real, fatores econômicos, sociais e até psicológicos influenciam na variação dos preços dos ativos.

Por esse motivo, o investidor inteligente deve se municiar de conhecimento para se destacar na bolsa de valores. No intuito de ajudá-lo nessa empreitada, apresentamos em seguida alguns conceitos indispensáveis para se investir em ações em longo prazo. Confira!

O que é uma análise fundamentalista de ações?

A análise fundamentalista de ações é uma maneira de avaliar os ativos das companhias negociadas na bolsa de valores. Nesse caso, busca-se conhecer os chamados fundamentos econômicos das empresas, de modo a se fazer um diagnóstico da situação atual delas, bem como um prognóstico dos cenários futuros.

Em geral, a análise fundamentalista de ações é utilizada por investidores que fazem aplicações no horizonte de longo prazo, por exemplo, acima de cinco anos. Nesse grupo, via de regra, encontra-se quem utiliza a estratégia denominada de “buy and hold” (compre e segure), difundida por grandes nomes do universo dos investimentos, como Benjamin Graham e Warren Buffett.

Na avaliação de ativos feita por meio da análise fundamentalista, geralmente se averiguam os dados dos balanços das companhias, os quais são divulgados trimestralmente. Dessa maneira, é possível saber fatores como receita bruta e líquida, lucro bruto e líquido, endividamento de curto e longo prazo etc.

Além disso, existem indicadores próprios da análise fundamentalista de ações, como a relação entre Preço e Lucro (P/L). Nesse caso, divide-se a cotação atual do papel pelo lucro oferecido por cada ação da companhia no ano.

Por exemplo, se o ativo está cotado a R$ 15,00 e o lucro por ação é de R$ 3,00, o índice P/L fica em 5. Dessa maneira, quem adquirisse esse papel, pagaria R$ 5,00 para obter R$ 1,00 de lucro. Tal índice é bastante utilizado para comparar as situações de empresas de segmentos diferentes.

Qual a diferença entre análise técnica e análise fundamentalista?

Agora que você já tem uma noção geral acerca da análise fundamentalista de ações, deve estar querendo saber qual a diferença dela em relação à análise técnica, não é mesmo? Saiba, então, que esse segundo método é voltado principalmente para operações de curto prazo, o que pode compreender desde minutos até meses.

Nesse caso, a análise dos ativos é feita com base na variação das cotações, em diferentes prazos, e nos volumes de negociação dos papéis na bolsa. Hoje em dia, com o atual nível de tecnologia, é possível ter gráficos sofisticados com a evolução dos preços das ações. Sobre esses dados, ainda é possível aplicar filtros e indicadores técnicos, de modo a aperfeiçoar a avaliação.

De modo geral, a análise técnica proporciona ao investidor os melhores pontos de entrada e saída das operações, por exemplo, os patamares de preços para compra e venda dos ativos. É bem verdade que, para se ter êxito nesse trabalho, o investidor deve ter profundo conhecimento do método, para, assim, interpretar corretamente os dados.

Por que as análises são importantes para o investimento em ações?

Como você deve saber, o mercado acionário se encontra na chamada renda variável, a qual abrange os investimentos que tanto podem gerar ganhos quanto perdas. Diante da volatilidade dos preços (sobe e desce das cotações) e da consequente imprevisibilidade dos resultados, as análises técnica e fundamentalista são maneiras de o investidor se proteger de eventuais prejuízos bem como de potencializar os rendimentos.

Ao se municiar com esses instrumentos, o indivíduo busca “navegar” no mercado acionário com “faróis” para indicar as rotas mais seguras. Afinal, se ele negligenciar esse conhecimento, as chances de perder dinheiro são grandes, ainda mais pelo fato de haver um grande número de participantes da bolsa que já domina esses métodos.

Seja qual for a análise utilizada, em regra, o objetivo dos investidores é comprar na baixa dos preços e vender na alta, para ter o tão esperado lucro. O que diferencia as estratégias é o prazo para haver o crescimento da cotação. No caso da análise gráfica, o avanço dos preços pode ocorrer desde minutos a alguns meses.

Já quando se usa a análise fundamentalista de ações, o aumento da cotação pode demorar anos, uma vez que depende do crescimento “orgânico” da companhia, por exemplo, por meio da criação de filiais e consequente elevação das vendas.

Assim, quem investe por esse método, deve comprar ações abaixo do chamado “valor intrínseco” (valor real da companhia), de modo a vendê-las mais tarde por um preço superior. Tal tática permite que o investidor tenha certa margem de segurança para esperar que a cotação evolua.

O que levar em consideração além dos indicadores fundamentalistas?

Como o mercado acionário tem oscilações frequentes, por vezes, é comum encontrar um ativo cotado a um preço bem acima do que realmente a empresa vale. Nesse caso, a ação está negociada a um patamar acima do “valor intrínseco”.

É bem verdade que, além dos indicadores fundamentalistas, o investidor deve conhecer o contexto da economia em geral, do segmento de atuação da companhia e da própria empresa. Afinal, uma possível mudança de tecnologia no setor do negócio pode tanto favorecer o empreendimento quanto gerar uma ameaça para a companhia.

Como você pode notar, tanto a análise fundamentalista de ações quanto a análise técnica são caminhos para se chegar a um só objetivo: lucrar na bolsa! Antes de escolher qual é o melhor, o investidor deve descobrir qual é o seu perfil de tolerância a risco bem como as necessidades de retorno financeiro.

Mesmo após ter conhecido a respeito da análise fundamentalista de ações, você acredita que o mercado acionário ainda é muito incerto para a sua realidade? Que tal, então, investir na renda fixa, em que a segurança e a previsibilidade dos ganhos são bem maiores? Inclusive, você pode fazer projeções dos rendimentos.

Quer saber como? Leia, então, o seguinte post “Simulador de investimento: como e por que usar antes de investir?”!